Flávio Bolsonaro alega perseguição em caso da produção do filme Dark Horse
Candidato classifica as investigações recentes como uma tentativa para prejudicar sua campanha e desviar o foco do prejuízo de R$ 3,1 bilhões dos Correios
Em visita ao Mercado Central de Belo Horizonte nesta segunda-feira (1º), o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), abordou a recente ação policial contra a produtora responsável pelo filme sobre seu pai. O parlamentar negou qualquer relação entre a obra cinematográfica e o contrato de serviços de internet sob investigação da Prefeitura de São Paulo, alvo da operação. Ao se manifestar, o senador refutou as suspeitas, classificando o episódio como um possível caso de perseguição política e o que definiu como uma indesejada “pescaria probatória” por parte das autoridades competentes.
Investigação por irregularidades
A operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nesta segunda-feira investiga supostas irregularidades em um contrato anual de R$ 108 milhões da Prefeitura com o ICB (Instituto Conhecer Brasil), entidade ligada à sócia da produtora Go UP, responsável pelo filme “Dark Horse”, a empresária Karina Ferreira da Gama. Diante da averiguação, o senador Flávio Bolsonaro rechaçou qualquer vínculo entre o longa-metragem e as suspeitas de fraude no contrato. O parlamentar defendeu a apuração de possíveis desvios, mas criticou o que classificou como uma “pescaria probatória” e uma perseguição política, insistindo na ausência de conexão entre o caso investigado e a produção cinematográfica mencionada.
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Flávio Bolsonaro em Minas Gerais (Vídeo: reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)
Passagem por Belo Horizonte e cortina de fumaça
Durante sua passagem pelo Mercado Central de Belo Horizonte, o senador Flávio Bolsonaro esteve ao lado de importantes nomes do (PL), como o deputado estadual Bruno Engler, o federal Nikolas Ferreira e o empresário Flávio Roscoe, este último cotado para a corrida ao governo estadual. Em um clima de descontração no ponto turístico mineiro, o parlamentar tomou café e comeu pão de queijo enquanto interagia com a população local. A presença do senador foi pontuada por manifestações de descontentamento de simpatizantes em relação à atual gestão do presidente Lula (PT) e por demonstrações públicas de apoio à sua pré-candidatura presidencial e a Jair Bolsonaro.
Em evento sobre agronegócio realizado na noite de segunda-feira em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro reforçou que o filme sobre seu pai foi produzido exclusivamente com recursos privados, classificando as recentes investigações como uma “cortina de fumaça”. O senador comparou a situação ao recente prejuízo de R$ 3,1 bilhões registrado pelos Correios, desviando o foco para a gestão da estatal. Durante o painel, que também contou com a presença dos pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o parlamentar aproveitou a oportunidade para apresentar propostas voltadas ao setor agropecuário e estratégias para a redução das taxas de juros no país, caso venha a ser eleito na próxima disputa presidencial.
Envolvimento com Daniel Vorcaro
Nos últimos tempos, o senador tem enfrentado repercussões negativas decorrentes da exposição de diálogos e encontros com o proprietário do Banco Master. Conforme reportagem do portal Intercept Brasil, teriam sido trocadas mensagens nas quais Flávio solicita a Daniel Vorcaro aporte financeiro para viabilizar a cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro. Além disso, veio a público um registro de visita do parlamentar ao ex-banqueiro enquanto este utilizava tornozeleira eletrônica por envolvimento em crimes financeiros. Apesar das evidências veiculadas, o senador refuta categoricamente qualquer ilegalidade no relacionamento mantido com o empresário.
