Daniel Vorcaro tem corte de regalias na prisão

A apresentação de uma delação premiada pouco significativa resultou na ida de Vorcaro para uma cela comum e na redução do tempo de visita com a sua defesa

20 maio, 2026
Ex-banqueiro, Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@bcppolitica
Ex-banqueiro, Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@bcppolitica

No início deste mês, em uma primeira tentativa de colaboração para avançar em um acordo, a defesa de Daniel Vorcaro entregou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) o que acreditava serem fatos inéditos e provas contundentes sobre as fraudes ocorridas no Banco Master.

O principal objetivo era negociar a transição de seu cliente para o regime de prisão domiciliar assim que o termo fosse assinado, garantindo sua permanência em casa até a conclusão definitiva do julgamento do caso. Apesar disso, houve um corte severo de regalias e a transferência do empresário para uma cela comum de detenção, o que aumentou significativamente a pressão para que ele apresentasse uma proposta de delação premiada consistente.

Poucas informações e mudanças nas condições de custódia

Os investigadores da Polícia Federal não se contentaram com o material apresentado na proposta de delação por Daniel, avaliando sua contribuição como mínima e pouco efetiva para o caso, no qual as investigações já estão adiantadas e com grande parte das fraudes do Banco Master desvendadas. Em resposta a esse descontentamento, Vorcaro perdeu o direito de ficar sozinho em uma sala de Estado-Maior e foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF no Distrito Federal. Essa mudança drástica nas condições de sua custódia foi determinada pelo ministro André Mendonça.

Conforme relatos de pessoas cientes das investigações, Vorcaro permanecia no espaço exclusivo anteriormente sob a justificativa de necessidades logísticas de sua defesa. Naquele período, os advogados do ex-banqueiro possuíam livre acesso a ele, no horário entre 9h e 17h, para conseguirem trabalhar com mais acessibilidade na elaboração do acordo.


Cela comum e tempo reduzido de visita de advogados (Foto: reprodução/X/@republiqueBRA)


Tempo reduzido com advogados

Não possuindo mais justificativas para permanecer na sala especial após a entrega da sua proposta de delação premiada, Daniel Vorcaro teve sua rotina de detenção severamente restringida, o que passou a permitir que ele recebesse seus advogados apenas duas vezes ao dia, com duração máxima de meia hora por visita. No entanto, mesmo com esse tempo reduzido, investigadores acreditam que ele deverá apresentar provas significativas e inéditas para tentar conquistar o benefício da prisão domiciliar ou poder retornar a uma sala de Estado-Maior.

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