PF diz que Vorcaro movimentou R$ 1,87 bi de previdência de servidores até 2024

PF investiga rede do Banco Master com institutos de previdência em estados e municípios; cidade ligada a aliado de Ciro Nogueira entra na mira da operação

14 maio, 2026
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@republiqueBRA
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@republiqueBRA

Durante a investigação realizada pela PF (Polícia Federal) sobre o uso de recursos previdenciários, foi descoberta a informação de que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, movimentou R$ 1,87 bilhão por meio de aplicações financeiras até dezembro de 2024, um anos antes de ter a liquidação decretada pelo BC (Banco Central).

Segundo o inquérito, o banco passou a reunir uma grande quantidade de recursos de institutos de previdência de servidores públicos espalhados pelo país. Os valores vieram de fundos ligados a prefeituras, governos estaduais e outros órgãos públicos. O RPPS é o sistema de aposentadoria criado para servidores públicos concursados da União, estados, Distrito Federal e municípios. Cada governo administra o próprio fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões desses trabalhadores.

PF aponta avanço do Banco Master sobre fundos previdenciários

Nesta quarta-feira (13), a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra gestores do Instituto de Previdência Social de Cajamar indicados pela prefeitura. Segundo a investigação, o instituto teria direcionado R$ 112 milhões em investimentos para os bancos Master e Daycoval entre 2023 e 2024.

Na época das aplicações, a prefeitura era comandada por Danilo Joan, atual vice-presidente do PP em São Paulo e aliado político de Ciro Nogueira, presidente nacional da sigla. Apesar da relação política, Joan não é alvo da investigação neste momento.


Senador Ciro Nogueira duante participação de evento (Foto: reprodução/Instagram/@cironogueira)


Operação mira gestores e cita aliados políticos

Ciro Nogueira também foi alvo de uma operação da PF na semana passada dentro das apurações sobre o Banco Master e supostas fraudes envolvendo conexões políticas e financeiras. Segundo a Polícia Federal, o senador teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil em troca de favorecimentos ao banco. O parlamentar nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política em ano eleitoral.

Além das buscas em Cajamar, a PF pediu o afastamento temporário de integrantes da gestão do instituto de previdência e o bloqueio de bens dos investigados. Para os investigadores, há risco de interferência nas provas, combinação de versões e ocultação de patrimônio. O prejuízo mínimo estimado pela investigação é de cerca de R$ 107 milhões.

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