Mais de 600 trabalhadores ficam presos em túneis após avalanche no Tibete e no Nepal
Segundo as autoridades nepalesas, equipes de resgate começaram a realizar explosões controladas para liberar as galerias na ajudar das buscas
A tragédia no Tibete e Nepal se agrava cada vez mais, seis dias depois do acontecido, já foram registrados mais de 900 pessoas mortas apenas no Nepal, com as autoridades do local demonstrando um certo receio de que a sifra siga aumentando nos próximos dias. Segundo dados publicados nesta segunda-feira (31) pela Autoridade Nacional para a Redução e Gestão de Risco de Desastres do Nepal, o número de desaparecidos aumentou drasticamente de 2.502 para 3.925.
Detalhes dos desaparecidos
Dentre eles, se encontram 639 trabalhadores vinculados a diferentes projetos hidrelétricos, em construção ou funcionamento, estando localizados na região mais afetada pela tragédia. Segundo as autoridades, muitos deles ficaram presos nos túneis empregados para desviar a água dos rios do Himalaia em direção às turbinas das centrais hidrelétricas.
O escritório do primeiro-ministro nepalês informou no último domingo (30), que a equipe de resgate usaram cães treinados, maquinaria pesada e drones para acelerar a remoção dos escombros. Especialistas da Coreia do Sul, China e Índia se juntaram nas últimas horas às tarefas de busca dos desaparecidos nos túneis.
Imagem pós tragédia no Nepal (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)
Impactos da tragédia
A catástofre arrasou cerca de 13 projetos hidrelétricos situados ao longo dos rios Trishuli e Bhote Koshi. Eles estavam localizados particularmente no distrito de Rasuwa, na fronteira com o Tibete, território esse que é controlado pela China. A usina Trishuli-3A foi quem chamou mais a atenção nos últimos dias, ela foi construída entre 2011 e 2019, contando com um túnel de adução com mais de 4 km de comprimento.
As autoridades suspeitam que, neste túnel em específico, possa haver centenas de trabalhadores presos, por conta disso, cerca de 90 socorristas, incluindo policiais, soldados e membros da defesa civil foram deslocados para a usina hidrelétrica. A equipe de resgaste utilizou maquinaria pesada e explosões controlodas para conseguirem abrir um acesso com cerca de 10 metros de profundidade, com os socorristas mandando mensagens através da abertura, mas até o momento “não receberam resposta do lado interno”.
