Flávio Bolsonaro nega relação entre filme e operação contra produtora
Polícia apura possível ligação entre a Prefeitura de SP e o ICB, entidade ligada à produtora responsável por Dark Horse
O senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como possível pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil que teve como alvo a Prefeitura de São Paulo não possui relação com o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Investigação apura contrato do WiFi Livre SP
A investigação apura um suposto vínculo entre a gestão municipal e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), entidade ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa.
Ao chegar ao evento Projeto Prisma-RJ, Flávio minimizou qualquer conexão entre a apuração e a produção cinematográfica. “Daqui a pouco a gente fala, vamos só esperar a apresentação. Não tem nada a ver com o filme”, declarou. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital investiga possíveis irregularidades na execução do programa WiFi Livre SP, responsável pela instalação de pontos de acesso gratuito à internet em comunidades da cidade de São Paulo.
Segundo a apuração, há indícios de falhas na condução administrativa e financeira do contrato desde sua origem. Os investigadores apontam que a meta inicial previa a entrega de 5 mil pontos de conectividade até junho de 2025, mas apenas 3,2 mil teriam sido efetivamente instalados.
Reportagem sobre o caso da operação (Vídeo: reprodução/Youtube/UOl)
Prefeitura contesta conclusões da apuração
Em resposta à CNN, a Prefeitura de São Paulo afirmou que tem colaborado com as investigações e permanece à disposição das autoridades. Segundo a administração municipal, os documentos solicitados nesta segunda-feira (1º) já haviam sido enviados anteriormente aos órgãos responsáveis.
Em nota, a gestão negou ter realizado pagamentos referentes a 5 mil pontos de internet e afirmou que o aditivo citado na investigação se refere apenas à manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados em comunidades periféricas da capital. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também contestou as conclusões da apuração. De acordo com ele, o projeto poderia ser ampliado para até 5 mil pontos, mas a contratação e os pagamentos efetivados envolveram apenas 3,2 mil pontos de acesso.
