Brasil contesta tarifas dos EUA

Reunião entre representantes dos dois países marcam retomada do diálogo comercial, e governo brasileiro considera tarifas discriminatórias e defende a negociação

01 set, 2026
Donald Trump e Lula | Reprodução/Instagram/@lulaoficial
Donald Trump e Lula | Reprodução/Instagram/@lulaoficial

O governo brasileiro retomou hoje (31) de agosto as conversas com os Estados Unidos sobre as tarifas impostas pelo presidente Trump, aos produtos exportados pelo Brasil. A reunião que ocorreu virtualmente reuniu os representantes do Brasil, ministro Mauro Vieira do Itamaraty e Márcio Elias Rosa ( MDIC),  que contestaram as medidas tomadas  pelo governo americano.  A reunião também contou com a presença do representante norte- americano Jamieson Greer, o encontro representa uma nova tentativa de reduzir as tensões comerciais entre os dois países.

Essa  conversa já tinha sido acertada pelos presidentes Lula e Donald Trump por telefone no dia (21) de agosto desse ano, na ligação o presidente do Brasil contestou os motivos das sanções serem “infundados”.

Os Estados Unidos acusou o Brasil de não tomar medidas para combater, o desmatamento, o crime organizado, combate a corrupção, funcionamento do PIX , mercado de etanól e supostos produtos exportados por trabalho forçado. Por esses motivos, intensificou as sanções contra o Brasil.

Brasil crítica as tarifas

Para o Brasil foi imposta a tarifa de 25% sobre os produtos exportados, segundo a BBC: “O Brasil passou a ser o país que mais viu aumento de alíquotas americanas desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em comparação com os 30 países que mais exportam para os EUA”  

Durante a discussão, o Brasil reafirmou sua discordância em relação as tarifas e considera as medidas incompatíveis com as regras do comércio internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a tramitar no congresso a lei de reciprocidade, caso os Estados Unidos seguisse implementando mais sanções sobre os produtos brasileiros.


   Lula no encontro com Trump Foto: (reprodução/ Instagram/@lulaversooficial)


Tarifas preocupa empresas no Brasil

A medida que o governo de Donald Trump avança com os “tarifaços”  cresce a preocupação entre os empresários brasileiros que dependem do mercado norte-americano.

As tarifas podem elevar preços dos produtos brasileiros e reduzir a competitividade pela exportação, setores como agronegócio, que teve vários produtos incluídos na lista de exceção.

Por meio dessa reunião, o governo busca ampliar essa lista durante as negociações, o Brasil acredita no diálogo para ampliar as exceções e reduzir os impactos das tarifas sobre os setores da economia brasileira.

Para alguns ministros, o caráter das sanções é discriminatórias e injustificadas, mas estão otimistas com a possibilidade de um acordo tarifário.


 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por g1 (@portalg1)

Post compartilhado do G1 Vídeo: ( reprodução/Instagram/@portalg1)


Após a primeira reunião que acontece?

O resultado da reunião dessa segunda-feira (31) não significa que acabou as sanções, as tarifas continuam sendo o principal ponto de tensão na relação comercial dos dois países.

Agora, a expectativa é o resultado das próximas reuniões, se haverá um aumento na lista dos produtos brasileiros livres das tarifas e o governo brasileiro continuará avaliando medidas para proteger os setores afetados, mantendo o diálogo.

Próximos passos

Segundo a Metrópoles, a conversa que durou cerca de 40 minutos o Brasil afirmou que está aberto ao diálogo e reiterou seu posicionamento contra as alíquotas impostas a produtos brasileiros.

O desafio será transformar a conversa em resultados, que se concretize para redução dos efeitos das tarifas sobre a economia brasileira, com a retomada das negociações abrem uma nova etapa nas relações entre os dois países.

Para o Brasil o objetivo está em defender os interesses comerciais, sem abrir mão da posição contrária e das tarifas consideradas injustas.

As próximas reuniões serão decisivas para saber se o diálogo resultará em redução de tarifas ou em novas sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos ao governo Brasileiro.

 

Mais notícias