Universidades brasileiras têm queda em ranking das melhores do mundo
Fraco desempenho em pesquisas científicas e falta de verbas fazem com que 45 instituições no país percam posições na lista global
Nesta segunda-feira (1), foi divulgado um levantamento internacional que avalia a colocação das instituições de ensino brasileiras no cenário global. Os dados revelam que 45 das 52 universidades do país que integram o ranking mundial perderam posições na edição de 2026.
Colocações das Instituições
Entre os dados alarmantes trazidos pelo levantamento, destaca-se o recuo da Universidade de São Paulo (USP), posicionada no 119º lugar global após perder postos importantes. Esse recuo acende um alerta na academia, evidenciando sinais de enfraquecimento tanto na qualificação do corpo docente quanto na produção de novas pesquisas científicas de impacto internacional.
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Instituições brasileiras (Foto: reprodução/Instagram/@portalG1)
Logo em seguida, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aparece no levantamento após recuar 15 posições, passando a ocupar 346º lugar mundial. O mesmo cenário de queda foi registrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que perdeu 10 postos no ranking global e agora figura na 379ª colocação.
Afirma o doutor Nadim Mahassen: “O declínio das universidades brasileiras reflete anos de financiamento inadequado”. Ele ainda ressalta que o sistema de ensino superior do país tem sido prejudicado no setor científico, na inovação e no futuro do nosso país.
China e EUA se destacam no ranking
A Universidade de Harvard conseguiu liderar o ranking pelo 13º ano consecutivo, seguida pelo MIT e por Stanford. Os Estados Unidos dominam o topo da lista, mas enfrentam uma forte concorrência externa, o que fez com que 252 instituições americanas caíssem de posição nesta edição.
A China, por sua vez, se destaca por grandes investimentos contínuos no ensino superior. Cerca de 98% das suas instituições ganharam força e subiram de posição no ranking, lideradas pela Universidade de Tsinghua, que alcançou a 36ª colocação global. Com esse avanço, o país asiático agora conta com 360 instituições na lista do Global 2000, superando as 313 mantidas pelos Estados Unidos.
Diante desse cenário global, o continente europeu também enfrenta reflexos diretos dessa disputa. Nações como Reino Unido, França e Alemanha lidam com um mercado altamente competitivo, o que amplia os desafios locais e intensifica a corrida por espaço no cenário internacional.
Critérios de avaliação
O levantamento do CWUR adota quatro critérios fundamentais para avaliar os centros de ensino superior, baseando-se no desempenho institucional e em dados concretos. O primeiro indicador é a educação, responsável por 25% da nota e focado no sucesso acadêmico dos egressos. Com o mesmo peso de 25%, a empregabilidade mede a inserção profissional desses ex-alunos em grandes corporações.
O corpo docente representa 10% da avaliação, destacando o alto nível de qualificação dos professores. Por fim, o setor de pesquisa detém a maior fatia, com 40%, contabilizando o volume de publicações em jornais de prestígio, a influência global e o total de citações dessas organizações acadêmicas. No total, a análise mapeou mais de 81 milhões de dados geoespaciais e avaliou 21.291 entidades em todo o planeta.
