Trump afirma que tempo para acordo com Irã está se esgotando

Presidente americano afirmou que seu desejo é negociar com o governo iraniano; caso não seja possível ele partirá para as ações militares

28 jan, 2026
Donald Trump | Reprodução/X/@realDonaldTrump
Donald Trump | Reprodução/X/@realDonaldTrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou nesta quarta-feira (28), em Washington, que o “tempo está se esgotando” para um possível acordo entre o governo norte-americano e o Irã. Trump ainda aformou que, caso não haja um entendimento entre os países, ele não descarta a possibilidade de comandar uma ação militar, assim como fez na Venezuela.

Tempo para acordo se esgotando

Em um post na sua rede social, o presidente americano informou que tropas dos EUA já estão a caminho do Irã e comparou a dimensão das tropas com as enviadas na invasão recente que teve como objetivo a captura de Nicolás Maduro.

“Uma enorme armada está a caminho do Irã. Ela se move rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação. É uma frota maior, liderada pelo magnífico porta-aviões Abraham Lincoln, do que a enviada à Venezuela. Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”

O presidente dos Estados Unidos também falou sobre a operação realizada no Irã em junho do ano passado, que os EUA realizaram junto com Israel e que terminou com três instalações nucleares iranianas bombardeadas.



Recado de Donald Trump ao Irã (Foto: reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)


Trump afirmou que tem a expectativa de que o Irã aceite participar da mesa de negociações e que os dois países consigam chegar em um acordo justo para ambas as nações e sem que seja usado armas nucleares. Ele afirmou que um novo ataque militar no Irã seria muito mais perigoso. “O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a ‘Operação Martelo da Meia-Noite’, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”, finalizou.

Já o perfil oficial da missão do Irã na ONU afirmou que o país está preparado para o diálogo, mas sem deixar de defender os seus. “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”, esclareceu.

Irã nega negociação

Ainda nesta quarta-feira (28), o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em discurso na TV estatal iraniana que Teerã não entrará em uma negociação com os EUA em meio a ameaças. Ele também desmentiu a informação que Trump deu na última terça-feira que o Irã quer negociar e que por isso teria “ligado várias vezes”.

Ademais, deixou claro que nos últimos dias não existiu nenhum contato com Steve Witkoff, enviado especial americano para o Oriente Médio: “Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, afirmou Araghchi.


Abbas Araghchi negou que o Irã esteja em negociação com os EUA (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Atta Kenare)


No último dia 23/01, após o envio do porta-aviões americano para o Oriente Médio, o governo iraniano afirmou que está se preparando para o “pior cenário”, podendo ser uma “guerra total”. As ameaças de Trump ao Irã começaram por conta do grande aumento no número de mortes referentes aos protestos que o país tem enfrentado, com uma repressão extremamente violenta.

O presidente americano afirmou que a “ajuda está a caminho” e após essa declaração o governo iraniano desistiu do planejamento de executar manifestantes presos. Ativistas afirmam que o número de mortos nos protestos é de pelo menos 6.159 pessoas.

Já na semana passada, Trump informou que navios de guerra americanos estavam sendo enviados ao Oriente Médio como forma de precaução e que estava acompanhando de perto toda a situação no Irã.

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