Nepal rejeita ajuda internacional para resgates após enchentes repentinas
Coreia do Sul negocia com autoridades do Nepal o envio de assistência após desastre no Himalaia que deixou centenas de mortos e desaparecidos
Após as fortes enchentes que atingiram diferentes regiões do Nepal na última quarta-feira (26), mais de 1.500 pessoas estão desaparecidas. Entre elas, cerca de 800 são estrangeiras. A região ainda corre o risco de novas inundações.
O país decidiu recusar ajuda estrangeira. A decisão foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores do Nepal, mesmo diante das ofertas de assistência feitas por diversos países. Segundo as autoridades, a medida busca evitar novos acidentes durante as operações na região.
As enchentes estão entre os desastres mais graves registrados recentemente na região do Himalaia. Investigações preliminares apontam que o fenômeno pode estar relacionado ao colapso de gelo e à formação de grandes volumes de água e detritos, provocando uma inundação repentina e de enorme poder destrutivo.
O que disse o governo nepalês
A enchente devastou áreas inteiras, danificou projetos hidrelétricos e causou a morte de mais de 675 pessoas após um colapso ocorrido na região do Himalaia.
O trabalho de resgate chegou a ser suspenso devido ao risco de novos deslizamentos, mas as operações já foram retomadas pelas equipes que atuam na região.
Um dos pontos que chamam atenção no desastre é a localização de Rasuwa, área diretamente atingida pelas enchentes e próxima ao Tibete, território administrado pela China.
No Tibete, a China também intensificou as buscas por sobreviventes. Cada momento é considerado crucial, já que a região permanece sob risco devido à previsão de novas chuvas.
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Avalanche no Himalaia (Foto: reprodução/Instagram/@bomdiabrasil)
Tragédia também afeta estrangeiros
A dimensão internacional do desastre é ampliada pelo número de estrangeiros que estavam na região. Turistas, peregrinos e trabalhadores de diferentes países estão entre os desaparecidos.
Autoridades nepalesas já haviam confirmado o resgate de dezenas de estrangeiros, incluindo cidadãos da Índia, Coreia do Sul, Estados Unidos e Itália. As operações, porém, continuam enfrentando dificuldades devido à destruição de estradas, pontes e outras estruturas essenciais para acessar as áreas isoladas.
A decisão do governo nepalês de conduzir inicialmente as buscas com equipes próprias ocorreu em meio a uma das maiores crises humanitárias enfrentadas pelo país nos últimos anos. Enquanto os trabalhos seguem concentrados na localização de sobreviventes, governos estrangeiros continuam oferecendo assistência.
Próximos passos
A previsão de novas chuvas para o fim de semana aumenta a preocupação das autoridades e pode dificultar ainda mais o trabalho das equipes de resgate. Diante da gravidade da situação, o governo do Nepal voltou atrás na decisão inicial e aceitou ajuda estrangeira para auxiliar nas buscas.
Segundo as autoridades, o número de mortos pode aumentar à medida que as equipes avancem pelas áreas atingidas. Até o momento, 675 mortes foram registradas após o desastre ocorrido em 26 de agosto nas regiões do Nepal e do Tibete.
A assistência internacional será direcionada principalmente para áreas técnicas e especializadas, incluindo o resgate de pessoas que possam estar presas em túneis e a reconstrução de estruturas destruídas pelo desastre.
