Estados Unidos comanda ofensiva de grande proporção contra Estado Islâmico na Síria
Ataques conduzidos pelos EUA e países aliados atingiram posições do Estado Islâmico na Síria após atentado que matou três americanos em dezembro
Uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos, com apoio de países aliados, atingiu neste sábado (10) alvos do grupo extremista Estado Islâmico em diversas regiões da Síria.
Segundo autoridades americanas, a ação integra uma operação de retaliação a um ataque ocorrido em dezembro, durante uma missão no país, que resultou na morte de três cidadãos dos EUA. O episódio elevou o nível de alerta das forças internacionais na região e levou Washington a intensificar as operações contra remanescentes do grupo jihadista em território sírio.
Retaliação após atentado em Palmira
O comando militar dos EUA informou que os bombardeios fazem parte da chamada operação Hawkeye, desencadeada após um atentado contra um comboio de forças americanas e sírias na cidade histórica de Palmira, no centro do território sírio. Na ocasião, dois soldados do Exército dos Estados Unidos e um intérprete civil perderam a vida, enquanto outros militares ficaram feridos.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas provocadas pelos ataques realizados neste fim de semana. O Pentágono não detalhou os alvos atingidos, e o Departamento de Estado norte-americano evitou comentar a ofensiva. Imagens divulgadas pelas Forças Armadas dos EUA mostram explosões em áreas descritas como pontos estratégicos do Estado Islâmico.
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Ataque da Forças Armadas dos EUA contra a Síria (Vídeo: Reprodução/Instagram/@thenews.cc)
Aliança militar reforça combate ao extremismo na Síria
Autoridades sírias afirmaram que o autor do ataque de dezembro integrava as forças de segurança do país e era investigado por possíveis ligações com o grupo jihadista. A Jordânia confirmou participação na operação, destacando que sua Força Aérea atuou em coordenação com os Estados Unidos dentro de um esforço internacional para enfraquecer organizações consideradas terroristas.
Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos EUA intensificou ações aéreas e terrestres contra remanescentes do Estado Islâmico na Síria. Estima-se que cerca de mil soldados americanos ainda estejam posicionados no país. O atual governo sírio, formado após a queda de Bashar al-Assad, tem colaborado com essa coalizão no enfrentamento ao grupo extremista, que segue ativo em algumas regiões, apesar das perdas sofridas nos últimos anos.
