EUA avaliam novos alvos após ação na Venezuela

Após ofensiva na Venezuela, líderes apontam possíveis países que podem sofrer pressão dos EUA, incluindo Colômbia, México e Cuba e outros

07 jan, 2026
Trump segue 'alfinetando' representantes de outras nações | Reprodução/Getty Images Embed/Alex Wong
Trump segue 'alfinetando' representantes de outras nações | Reprodução/Getty Images Embed/Alex Wong

Em meio à repercussão global da intervenção dos EUA na Venezuela, liderada pelo presidente Donald Trump no início de janeiro de 2026, especialistas e autoridades internacionais têm alertado que outros países e territórios podem entrar no radar da política externa norte-americana. A situação reflete uma postura mais assertiva de Washington em questões de segurança regional, narcotráfico, relações diplomáticas e influências políticas, suscitando debates sobre os rumos futuros da diplomacia e da estabilidade hemisférica.

Colômbia e tensões no continente

A Colômbia surge como um dos países mais citados em análises sobre possíveis pressões dos Estados Unidos após a Venezuela, em grande parte pela sua importância geopolítica e pelo histórico de relações bilaterais complexas. O presidente colombiano, Gustavo Petro, teve sua administração repetidamente criticada por Trump, que acusou o líder de permitir o crescimento de cartéis e de não agir com firmeza no combate ao tráfico de drogas.

A crítica foi intensificada quando Trump afirmou que a Colômbia é “dirigida por um homem doente” e que Washington pode considerar ações caso o país não mude de postura. Embora tais declarações não indiquem necessariamente um plano militar, elas refletem uma escalada retórica que redefine o tom das relações diplomáticas entre os dois vizinhos americanos.


Presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Alex Wong)


México e as relações com os EUA

Outro país frequentemente mencionado em análises é o México, que vive uma relação histórica complexa com os Estados Unidos envolvendo imigração, controle de fronteiras e combate a cartéis. Trump reclamou publicamente que os grupos de narcotráfico atuam com facilidade no território mexicano e que “algo terá de ser feito”.

A presidente Claudia Sheinbaum respondeu rejeitando qualquer intervenção militar dos EUA em solo mexicano, ressaltando a soberania nacional como um princípio fundamental. Diplomaticamente, o México tem mantido cooperação em segurança com Washington, mas mantém uma posição clara de rejeição à ingerência externa.

Cuba e fragilidade econômica

Cuba também aparece nas análises como um país vulnerável após a mudança de cenário político na Venezuela. Historicamente dependente de petróleo venezuelano, chegando a receber grande parte de sua energia da nação vizinha, a ilha enfrenta agora a perspectiva de perda dessa fonte de riqueza, o que, nas palavras de autoridades americanas, poderia levar a uma crise interna ou a um colapso econômico gradual.

Autoridades norte-americanas próximas à Casa Branca e membros do Congresso, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, têm enfatizado que a situação cubana pode agravar-se sem o apoio energético de Caracas, uma visão que intensifica o foco de Washington sobre a ilha e sua política interna.

Outras áreas de interesse estratégico

Além de países latino-americanos, analistas também mencionam outros territórios e nações que têm importância estratégica para os Estados Unidos em termos de segurança global e rivalidade com outras potências. Groenlândia um território autônomo ligado à Dinamarca, de interesse estratégico no Ártico por sua posição geopolítica e recursos naturais, em meio à crescente presença de Rússia e China na região. Irã embora fora das Américas, aparece em discussões sobre os rumos da política externa americana após confrontos diplomáticos e rivalidades regionais.
Essas referências não indicam planos imediatos de intervenção militar, mas apontam para um quadro em que a Casa Branca possa pressionar diplomática ou economicamente outros governos, de acordo com seus interesses estratégicos e percepções de segurança nacional.

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