Trump inicia operações terrestres contra cartéis do tráfico de drogas
Após capturar Nicolás Maduro, presidente americano anuncia nova fase da ofensiva antidrogas em terra e diz que cartéis controlam o México
Nesta quinta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que após meses de ações marítimas e a recente operação que resultou na captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, seu governo dará início a operações terrestres contra cartéis de drogas, em uma tentativa de ampliar a estratégia de combate ao narcotráfico.
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que 97% das drogas que chegavam aos Estados Unidos por vias marítimas foram interceptadas, o que permitiria uma nova fase com ações em terra.
Cartéis no México
Segundo o presidente, os cartéis de drogas “estão controlando o México”, uma situação “muito triste”. Trump ainda afirmou que essas organizações criminosas seriam responsáveis pela morte de cerca de 250 mil a 300 mil pessoas por ano nos Estados Unidos.
Trump reforçou seu discurso sobre o narcotráfico representar ameaça direta à segurança nacional e que Washington não hesitará em usar seu poder militar para defender o que considera ameaças diretas à segurança dos Estados Unidos.
Trump ainda disse que não permitirá a entrada de drogas e nem de pessoas ruins no país: “Não queremos pessoas ruins entrando no nosso país, como aconteceu durante quatro anos sob o governo Biden, que foi o pior presidente da história do nosso país, horrível”, afirmou.
Apesar das declarações, a proposta de ampliar ações militares contra os cartéis enfrenta resistência. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou a oferta de apoio militar dos EUA, argumentando que o país é soberano e que aposta em “soluções pacíficas” para o combate ao crime organizado.
Captura de Nicolás Maduro
Na mesma ocasião, Trump também deu novos detalhes sobre a operação que levou à captura de Nicolás Maduro, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo ele, a ação ocorreu em uma área fortemente protegida, com milhares de soldados, e foi conduzida com planejamento preciso.
O presidente elogiou os militares envolvidos, citando generais e membros de sua equipe de defesa, que eliminou inúmeros militares cubanos envolvidos na ação. Segundo Cuba, pelo menos 32 membros de suas forças armadas e integrantes de seus serviços de inteligência foram mortos.
