Trump lança plano antiterrorismo contra cartéis na América Latina às vésperas de reunião com Lula

Lula e Trump buscam modernizar a segurança contra o crime transnacional; reunião foca no corte de fluxos ilícitos e no combate ao narcotráfico

06 maio, 2026
Presidentes Lula e Trump |  Reprodução / Instagram / @lulaoficial
Presidentes Lula e Trump | Reprodução / Instagram / @lulaoficial

Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva se reúnem nesta quinta-feira (7), possivelmente em Washington ou em solo brasileiro, para discutir a modernização da cooperação em segurança. O plano visa enfrentar novas ameaças transnacionais e o extremismo por meio do estrangulamento de fluxos financeiros ilícitos e do monitoramento de embarcações do narcotráfico. 

O governo dos Estados Unidos anunciou um endurecimento sem precedentes em sua política de segurança para o continente americano. O presidente Donald Trump assinou uma nova Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo, que agora coloca os cartéis de drogas no mesmo nível de ameaça que grupos extremistas internacionais. 

O que muda com o novo plano?

De acordo com Sebastian Gorka, diretor de contraterrorismo da Casa Branca, o foco total agora é a “neutralização” de ameaças no Hemisfério Ocidental (que engloba as Américas do Norte, Central e do Sul).

Os pontos principais do documento de 16 páginas são: 

  • Foco na Pátria: A prioridade absoluta é a proteção do território americano. 
  • Cartéis como Terroristas: O governo passa a tratar o narcotráfico não apenas como um problema de polícia, mas como uma ameaça à segurança nacional. 
  • Ação Regional: O plano visa eliminar grupos criminosos e extremistas que atuam vizinhos aos EUA. 

Donald Trump (Foto: reprodução / X / @veja)


Operações em curso e o fator Venezuela

A nova estratégia já mostra resultados na prática. Washington confirmou que dezenas de embarcações foram destruídas recentemente em operações de combate ao tráfico de drogas.

Essa ofensiva militar está diretamente ligada à estratégia de pressão política na região, que incluiu, no início deste ano, ações voltadas à destituição de Nicolás Maduro do poder na Venezuela. Para a Casa Branca, o combate ao crime organizado e a mudança de regimes considerados hostis são partes da mesma missão: garantir uma América segura e livre de influências externas perigosas. 

“A América é nossa pátria e deve ser protegida”, afirmou Gorka, resumindo o princípio que guiou a assinatura do documento pelo presidente Trump. 

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