STF decide em 8 de abril o futuro das eleições para o governo do Rio
STF julgará se a escolha do novo governador do Rio de Janeiro será por eleição direta ou indireta, após renúncia de Cláudio Castro para evitar cassação
O Supremo Tribunal Federal (STF) define o dia 8 de abril para o julgamento de como será definido o escolhido para ser o novo governador do estado do Rio de Janeiro até o final de 2026. Eduardo Paes, representando o PSD, e Douglas Ruas, o PL, são os principais candidatos a assumir o Palácio Guanabara, após o então governador Claudio Castro renunciar ao cargo antes de ser julgado pelo Superior Tribunal Eleitoral, o que o tornou inelegível.
Detalhes do processo
O Supremo Tribunal Federal está em um impasse, que consiste em duas opções: as eleições para o novo governador serem realizadas de forma direta ou indireta. A parte que defende as eleições diretas argumenta que a renúncia feita por Claudio Castro foi uma manobra política.
Segundo seus argumentos, foi uma manobra feita para poder manter o estado sob o seu controle, assim minimizando a interferência de outros grupos políticos, estendendo-se até para criminosos numa possível eleição indireta.

Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (Foto: reprodução/X/@CGuedes1906)
Já no lado oposto, o PL é a grande maioria na assembleia, mas o partido já cogita as eleições diretas — devido à consolidação da ideia de eleições diretas no Senado. O partido de Rodrigo Ruas apoiava as eleições para poder garanti-lo no cargo.
Caso da renúncia
No dia 23 de março deste ano, Claudio Castro decidiu renunciar ao cargo. Tudo isso ocorreu por causa de o governador temer ser condenado pelo STF, levando-o a uma cassação que o impedisse de poder concorrer à reeleição no Rio de Janeiro.
O Ministério Público entrou com um recurso por meio do TSE, contestando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que absolveu Claudio e os seus aliados — a acusação, na época, levantou irregularidades na contratação de 27,6 mil funcionários temporários na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Ainda tiveram outras polêmicas envolvendo o político, fragmentando as finanças do governo e o Rioprevidência, ao se envolver no escândalo do Banco Master.
