Pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar é aceito pela justiça
Acordo entre o grupo e seus credores precisava que a justiça homologasse para a renegociação de cerca R$ 4,5 bilhões fosse validada
Nesta quarta-feira (11), o Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou por um comunicado que a Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial, e que vai buscar reorganizar suas finanças e renegociar suas dívidas que chegam a cerca de R$4,5 bilhões. O processo foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
Recuperação extrajudicial
A companhia já havia anunciado na última terça-feira (10) que um acordo com seus principais credores foi fechado no âmbito do plano de recuperação extrajudicial. Esse processo busca negociar diretamente com os credores sem que a Justiça esteja envolvida, com o objetivo de ter mais prazos e melhores condições de pagamento, assim evitando problemas mais graves, como o risco de falência. A recuperação extrajudicial ainda precisa ser homologada pela justiça, de acordo com a lei de Recuperação Judicial e Falências.
Nesse tipo de recuperação, as operações seguem funcionando normalmente. O objetivo do grupo é renegociar suas dívidas sem a necessidade de recorrer à recuperação judicial, sendo o caminho mais longo, complexo, que envolve a justiça.
O Grupo Pão de Açúcar é responsável pelas redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh e também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. Além das próprias marcas vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.

Grandes marcas vendidas nos supermercados são fazem parte do Grupo (Foto: reprodução/X/@IncansableSebas)
Próximos passos
O Grupo afirma que o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e com total apoio de seus credores, com cerca de 46% dos valores negociados, que equivalem a mais ou menos R$2,1 bilhões. O percentual da negociação é maior que o mínimo que a lei exige para a recuperação extrajudicial ser iniciada.
O acordo conta com a suspensão temporária do pagamento da dívida enquanto a empresa continua a negociação de novas condições. O objetivo dessa suspensão é chegar a um acordo com a maioria dos credores e assim definir uma solução definitiva para a reorganização das dívidas.
No comunicado, deixa claro que eles buscam melhorar o perfil da dívida para criar as condições que resolvam os problemas de caixa a curto prazo e assim garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo. O Grupo Pão de Açúcar reafirma que esse plano foi feito para preservar o funcionamento das empresas quando as negociações com os credores estão avançando. O grupo afirma que as operações estão funcionando normalmente e que os pagamentos de fornecedores e parceiros comerciais estão sendo feitos em dia.
