PEC alternativa à da escala 6 x 1 recebe apoio de metade do Senado

Proposta amplia acordos individuais entre empregados e patrões; senadores articulam mudanças salariais e tentam frear redução da jornada no Congresso atuais

29 maio, 2026
Reunião do Senado | Reprodução/Agência Brasil/@LulaMarques
Reunião do Senado | Reprodução/Agência Brasil/@LulaMarques

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) contrária ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1, está sendo apoiada por metade do Senado. A proposta tem o apoio de 40 senadores, sendo 4 a mais do que os foram registrados anteriormente. Esses senadores também apresentaram requerimentos para ter a ajuda de subscritores da PEC. O projeto entrou no sistema de tramitação com o número 12 de 2026, e já foi enviado para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avalie.

Emenda modifica diretrizes

O docomento traz mecanismos que mudam as diretrizes trabalhistas em comparação com o projeto aprovado pela Câmara. A emenda se baseia na livre pactuação contratual direta entre chefes e empregados, para definir a carga horária e a escala laboral diária, deixando o contrato individual posto legalmente dentro das regras e decisões de negociações coletivas sindicais.

A medida recebe a assinatura de parlamentares que possuem relação com o comércio e a indústria, contando com o apoio de entidades patronais e do pré-candidato a presidência à Presidência, Flávio Bolsonaro, do PL-RJ.


Proposta alternativa ao fim da escala 6 x 1  (Foto: reprodução/X/@sputnik_brasil)


Os defensores da proposta argumentam que o objetivo é conceder maior autonomia e liberdade ao cidadão, para que ele administre sua rotina de trabalho e concilie as rotinas do emprego com questões da vida pessoal.

O texto garante ao trabalhador o direito de escolher entre o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou uma jornada flexível baseada em horas trabalhadas. Na prática, a emenda coloca na Constituição os princípios que limitaram a reforma trabalhista feita em 2017.

Projeto altera remuneração

A principal divergência em comparação com a proposta da Câmara está nos investimentos. Enquanto os deputados previram o término da escala sem diminuição de salários, o projeto do Senado vincula o rendimento proporcional ao período de trabalho exercido.

O texto afirma que o valor mínimo pago pela hora de serviço vai corresponder à mesma proporção do salário mínimo nacional, ou do piso salarial da categoria, calculando todos os reflexos trabalhistas como o recolhimento do FGTS, o pagamento de férias e o décimo terceiro salário, com base nas horas cumpridas.

A força que esse novo projeto vem ganhando é resultado de uma movimentação política realizada nos bastidores do Congresso Nacional. Senadores que não concordam com o que a Câmara propõe querem preparar manobras para pausar o ritmo da votação e impedir que a redução direta da jornada seja confirmada de forma rápida. O presidente do Senado Davi Alcolumbre, do União-AP, encaminhou o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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