Lula participa de cúpula do Mercosul para lançar negociações com o Japão
Lula participa hoje (30) da Cúpula do Mercosul, no Paraguai, que deve marcar o início das negociações de um acordo comercial entre o bloco e o Japão
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta terça-feira (30) da Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai. O principal objetivo do encontro é oficializar o início das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o Japão, considerado uma das prioridades da política externa brasileira em 2026.
A expectativa do governo brasileiro é que o lançamento das negociações represente um novo avanço na estratégia de ampliar os mercados para os países do bloco sul-americano, fortalecendo as relações comerciais com uma das maiores economias da Ásia. O encontro também marca a transferência da presidência temporária do Mercosul e reúne os chefes de Estado dos países-membros.
Lula aposta em ampliar mercados para o Mercosul
A abertura das negociações entre Mercosul e Japão é tratada pelo governo de Lula como um passo estratégico para ampliar o comércio exterior brasileiro e diversificar os parceiros econômicos do bloco.
Lula entrando à Cúpula do Paraguai para começar as negociações (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Daniel Duarte)
Nas últimas semanas, o presidente do Brasil já havia demonstrado otimismo com a possibilidade de iniciar oficialmente as conversas. Durante a Cúpula do G7, na França, Lula afirmou esperar “boas notícias” na reunião do Mercosul e destacou que um acordo com o Japão pode abrir novas oportunidades para exportações e investimentos.
Negociação pode beneficiar diversos setores
Caso avance, o acordo comercial entre Mercosul e Japão poderá reduzir tarifas de importação, ampliar o acesso a mercados e facilitar investimentos entre os países envolvidos.
Entre os setores brasileiros que podem ser beneficiados estão o agronegócio, a indústria automotiva, a siderurgia, a produção de alimentos e o setor de tecnologia. O governo também avalia que a aproximação com o Japão fortalece a presença do Mercosul na região Ásia-Pacífico, considerada estratégica para o crescimento do comércio internacional.
Além do aspecto econômico, as negociações devem incluir temas relacionados à cooperação tecnológica, inovação, sustentabilidade e segurança jurídica para investimentos.
Cúpula reúne líderes do bloco em Assunção
A reunião acontece na capital paraguaia e reúne os presidentes dos países que integram o Mercosul, com participação de Javier Milei, da Argentina, Yamandu Orsi, do Uruguai, Rodrigo Paz, da Bolívia, além de representantes dos países associados: José Antonio Kast, do Chile, e Daniel Noboa, do Equador.
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Presidente brasileiro faz vídeo parabenizando o Paraguai pela vitória na Copa do Mundo (Vídeo: reprodução/Instagram/@lulaoficial)
Durante a cúpula, também serão debatidos assuntos relacionados à integração regional, infraestrutura, facilitação do comércio e fortalecimento institucional do bloco. A agenda inclui ainda a passagem da presidência rotativa do Mercosul para outro país-membro.
Brasil busca ampliar agenda internacional
A participação de Lula ocorre em um momento de intensa atuação diplomática do governo brasileiro. Após participar da Cúpula do G7 e intensificar as conversas com lideranças internacionais, o presidente do Brasil busca consolidar novos acordos comerciais para ampliar a inserção do país no mercado global.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que um eventual acordo entre Mercosul e Japão reforçaria a estratégia brasileira de diversificar parcerias econômicas, especialmente após os avanços obtidos nas negociações com outros mercados internacionais.
Expectativa é de anúncio histórico
Se confirmado, o lançamento das negociações marcará o início formal das tratativas para um dos acordos comerciais mais relevantes da agenda externa do Mercosul nos últimos anos.
Embora ainda exista um longo caminho até a assinatura de um tratado definitivo, o encontro desta terça-feira é visto como um marco político importante para Lula e para o Mercosul, sinalizando a intenção dos países do bloco de ampliar sua presença no comércio internacional e fortalecer os laços econômicos com o Japão.
