Mãe de Edson Davi é procurada pela Interpol após operação resgatar 163 crianças

Mãe compareceu à PF com informações sobre o filho desaparecido há mais de dois anos; Operação internacional contra tráfico de crianças abrangeu 12 países

09 set, 2026
Edson Davi I Reprodução/Instagram
Edson Davi I Reprodução/Instagram

A mãe de Edson Davi, Marize Araújo, foi à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro nesta terça-feira (9) para entregar dados genéticos e informações sobre o menino. A Interpol acionou a família para averiguar se o garoto integra o grupo de 163 crianças resgatadas em operação na Flórida.

Edson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024 na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, quando tinha seis anos. O menino estava brincando quando sumiu, sem deixar vestígios. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros trabalha com a hipótese de afogamento, mas a família rejeita essa linha investigativa e acredita em sequestro.

Ao sair da sede da Polícia Federal, Marize Araújo expressou esperança sobre a possibilidade. “Levar todos os dados do meu filho Edson Davi, para que, se Deus quiser, meu filho possa estar entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Continuem em oração para que esse sofrimento acabe e eu encontre meu filho”, declarou a mãe.

A operação internacional contra exploração infantil

O Departamento de Polícia da Flórida e o gabinete do procurador-geral James Uthmeier coordenaram uma força-tarefa que resultou no resgate de 163 crianças desaparecidas. A operação foi anunciada após cinco dias de trabalho investigativo.

A ação focou no combate à exploração infantil e tráfico de pessoas, abrangendo 12 países além dos Estados Unidos, incluindo o Brasil. As crianças localizadas tinham idades entre dois meses e 17 anos. Muitas vítimas apresentavam sinais de negligência, exploração ou envolvimento em atividades criminosas, conforme informações do Departamento de Polícia da Flórida.


Mãe de Edson Davi (Vídeo: reprodução/Instagram/@marizearaujo_)


O desaparecimento de outras duas crianças, Ágatha e Allan, em Bacabal, no Maranhão, também ganhou atenção com a operação da Interpol. Os irmãos constam na lista da Interpol há meses.

Informações iniciais sugeriram que poderiam estar entre os 163 resgatados, mas a hipótese foi revista. A advogada Nathaly Moraes informou não haver indícios de as crianças figurarem entre as salvas. A mãe deles, Clarice, reuniu-se com agentes da Interpol em São Luís em 9 de setembro. O governador Carlos Brandão reafirmou que as buscas continuam com o empenho das forças de segurança estaduais.

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