Irã contabiliza mais de duzentos mortos após ataques orquestrados por EUA e Israel

Ofensiva atinge Teerã e outras cidades; 201 pessoas morreram e há relatos de que entre elas estão autoridades e estudantes; Irã reage e fecha Ormuz

28 fev, 2026
Donald Trump e Benjamin Netanyahu | 
Reprodução/X/@FokusKare
Donald Trump e Benjamin Netanyahu | Reprodução/X/@FokusKare

Um ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos neste sábado (28), segundo a imprensa estatal iraniana; a ofensiva atingiu Teerã e outras cidades estratégicas, provocou a morte de autoridades militares e desencadeou retaliação com mísseis e drones contra alvos israelenses e bases americanas no Oriente Médio.

Autoridades e estudantes entre as vítimas

Entre os mortos estariam o ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, conforme relatos de agências internacionais. Também há informação de que 51 estudantes de uma escola feminina na região sul do país morreram durante os bombardeios. Em um ginásio da mesma região, outras 15 vítimas foram registradas.


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Escola destruída no Irã após ataques (Foto: reprodução/X/@MaraHelenaAssi1)


Autoridades israelenses afirmaram que estruturas ligadas ao líder supremo Ali Khamenei foram atingidas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou haver indícios de que Khamenei possa ter morrido, mas não existe uma confirmação oficial. O paradeiro do presidente Masoud Pezeshkian também gerou incerteza nas primeiras horas após o ataque.

Retaliação e impacto regional

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas na região. O presidente Donald Trump afirmou que a operação busca desmantelar o programa nuclear iraniano e impedir ameaças futuras. Washington informou que não houve militares americanos feridos e que os danos foram limitados. Sistemas antimísseis foram acionados em países do Golfo. No Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos houve registros de explosões e vítimas. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou o alerta no mercado global de petróleo.

Negociações fracassadas

A ofensiva acontece dias depois de reuniões diplomáticas em Genebra que buscavam limitar o enriquecimento de urânio iraniano. As tratativas não resultaram em acordo imediato. O ataque ocorre ainda em meio a uma crise econômica severa no Irã, marcada por inflação acima de 40%, desvalorização do rial e recentes protestos internos. O episódio amplia o risco de um conflito regional de maiores proporções.

Com versões conflitantes e informações ainda em apuração, o episódio marca um dos momentos mais críticos na relação entre Estados Unidos, Israel e Irã nas últimas décadas.

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