Mansão onde Silvio Santos morou levanta suspeita de invasão e Polícia Militar é acionada
Funcionária relatou entrada de três indivíduos com tocas; perícia e AFIS foram acionados para identificação
A Polícia Militar foi acionada no final da tarde de domingo (9) para investigar possível invasão à mansão onde viveu Silvio Santos, no Morumbi, zona sul de São Paulo. Uma funcionária relatou que três indivíduos usando toucas entraram no imóvel após estacionarem um veículo preto em frente à residência.
Policiais realizaram vistoria na mansão e não encontraram suspeitos no interior do imóvel. Não foram identificados sinais de arrombamento, conforme relatório da Polícia Militar.
Os procedimentos investigativos foram acionados imediatamente. A perícia foi despachada para análise do local, e o sistema AFIS, responsável por identificação por impressões digitais, foi ativado. A equipe do CERCO também foi chamada para colaborar nas investigações.
Investigação em andamento
A ocorrência foi registrada como suspeita de violação de domicílio e encaminhada à 89ª Delegacia de Polícia, na 3ª Seccional de Polícia. Os investigadores trabalham para identificar e localizar os envolvidos no episódio.
A mansão é conhecida como Mansão Abravanel e foi residência de Silvio Santos até sua morte em 2024. O imóvel ficou marcado por um dos episódios mais dramáticos da vida do apresentador, ocorrido duas décadas atrás.

Mansão de Silvio Santos (Foto: reprodução/X/@g1saopaulo)
O histórico da mansão
Sequestro de 2001
Em agosto de 2001, Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, foi sequestrada após ser levada da casa e permaneceu uma semana em cativeiro. Dois dias após sua libertação, o sequestrador Fernando Dutra Pinto invadiu a mansão e manteve Silvio Santos como refém durante cerca de sete horas. O caso teve grande repercussão e mobilizou autoridades estaduais, incluindo o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que esteve no local durante as negociações.
As diligências prosseguem para esclarecer os fatos relacionados ao incidente deste domingo (9) e identificar os responsáveis pela tentativa de invasão.
