Caso Orelha mobiliza moradores e polícia em SC após agressão em Praia Brava

Cachorro agredido por grupo de adolescentes em Florianópolis era conhecido por moradores e turistas há cerca de 10 anos e precisou passar por eutanásia 

29 jan, 2026
Cão Orelha | Reprodução/Instagram/@hugogloss
Cão Orelha | Reprodução/Instagram/@hugogloss

O cão Orelha era um frequentador assíduo da Praia Brava em Florianópolis há pelo menos 10 anos. Moradores e frequentadores do bairro se revezavam para cuidar dele e de outros dois cachorros. Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e por conta dos ferimentos graves, precisou passar pela eutanásia. A Polícia Civil suspeita que as agressões foram feitas por um grupo de quatro adolescentes.

Moradores inconformados

A Praia Brava fica localizada na parte Norte de Florianópolis e é conhecida por ser uma das grandes atrações turísticas da ilha. Na região, existem três casinhas de cachorro que seriam de Orelha e de outros dois animais que também são conhecidos pelos moradores e considerados como os mascotes do bairro. “Muita gente vinha trazer comida para eles aqui, mas eu era o responsável por trazer comida para eles todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou Mário Rogério Prestes.

Fernanda Oliveira, médica veterinária que cuidava dos três cachorros, relembrou que Orelha estava muito presente na sua rotina, que fazia sucesso com os turistas por ser um cachorro muito dócil e brincalhão e era considerado o sinônimo de alegria. “Cada vez que alguém falava com ele em tom mais fino ou fazia menção de fazer carinho, ele abaixava as orelhas, abanava o rabo e ia se deitando até ganhar carinho na barriga. Ele era muito amado, até os turistas já o conheciam. Um cachorrinho de 10 anos… que mal faria a alguém?”, desabafou a veterinária.

Após a agressão, Orelha foi encontrado ferido por moradores que afirmaram ter ficado chocados com a situação em que o cachorro se encontrava. O empresário Silvio Gasperin foi um dos moradores que encontrou Orelha ferido e contou, em detalhes: “Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado né? Uma crueldade sem tamanho”, explicou.

Orelha fazia companhia para moradores e para outros cães, como a cadela Cristal. Sua tutora, Antônia Souza, comentou que, por várias vezes, ao passear com sua cachorra, acabava se encontrando com Orelha e outros animais adotados pelo bairro.


 

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Moradores da Praia Brava estão inconformados com morte de Orelha (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)


Investigação

A Polícia Civil informou que três adultos são suspeitos de coagir pelo menos uma das testemunhas. Os quatro adolescentes também são suspeitos por cometer as agressões, já foram identificados e também são apontados pela tentativa de afogar outro cão no mar. As autoridades não revelaram ainda os nomes de todos os indiciados, que o crime cometido foi contra o vigilante de condomínio que poderia ajudar nas investigações com uma foto.

A polícia afirmou que está analisando todas as imagens das câmeras de segurança, mas não deixou claro se esse registro específico já foi encontrado, mas que o vigilante encontra-se afastado por segurança pessoal.

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