Após ataques do Irã no Qatar, preço do petróleo volta disparar
Ataques no Oriente Médio elevam petróleo acima de US$115; tensão entre Irã e EUA impacta gás e gera temor de crise no fornecimento global
Nesta quinta-feira (19), o preço do petróleo disparou e acabou sofrendo mais um aumento após ataques do Irã a refinarias de petróleo no Oriente Médio, em resposta a Israel, que atacou a South Pars, maior refinaria de gás natural do mundo. O preço de um barril de petróleo chegou a ultrapassar cerca de US$115 desde a última semana.
Esse conflito fez com que o mercado mais uma vez aplicasse um valor mais caro ao barril. Na Europa, o preço do gás natural chegou a ficar 14% mais caro por volta do meio-dia; percentual abaixo de 35%, que em algum momento pela manhã chegou a registrar esse aumento.
Aumento do preço
O mercado de petróleo está operando em forte alta, impulsionado por novos ataques a instalações de energia no Oriente Médio, o que fez o barril do tipo Brent (referência do mercado) saltar mais de 6% e encostar nos US$115. Enquanto isso, o petróleo americano (WTI) também subiu, mas de forma mais contida, sendo negociado com o maior desconto em relação ao Brent nos últimos 11 anos. Essa diferença de preços acontece porque, enquanto as tensões globais encarecem o Brent, os Estados Unidos estão liberando suas reservas estratégicas para tentar segurar o valor do WTI no mercado interno.
“A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, em nota.
Os ataques causaram enormes danos. A estatal QatarEnergy informou que os mísseis iranianos atingiram uma cidade industrial chamada Ras Laffan, responsável por processar cerca de um quinto do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo. Não só ela, mas também um petroleiro situado no Mar Vermelho foi atingido; esse petroleiro fica na Arábia Saudita.
Ataque do Irã em instalações de gás (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)
Envio de mais soldados a guerra
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda medidas para enviar mais soldados a guerra, que dura cerca de três semanas. Essa medida visa estabelecer o controle da passagem dos petroleiros de forma segura pelo Estreito de Ormuz, principalmente com o uso de forças aéreas e navais.
Outra medida que o governo pensa em tomar, é deslocar o Exército para a Ilha de Kharg, pois ela corresponde cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã. No entanto, essa medida é considerada arriscada, visto que o poder bélico do país tem capacidade de atingir a área com mísseis e drones
