Aeroporto de Dubai retoma atividades após paralisação por conta de ataques ao Irã
Bombardeio ao Irã no último fim de semana preocupam representantes de países do Oriente Médio e de companhias aéreas, que suspenderam voos à região
Nesta segunda-feira (2), o Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, retomou as atividades após paralisação por conta dos ataques promovidos pelos EUA junto a Israel no Irã. Iniciado no último sábado (28), o conflito ocasionou o fechamento de outros aeroportos no Oriente Médio.
A ofensiva do último fim de semana resultou nas mortes de líderes do Irã, entre eles, o aiatolá Ali Khamenei.
Mudança de rota
O Aeroporto Internacional de Dubai amanheceu fechado nesta segunda-feira por conta da ofensiva de EUA e Israel ao Irã. Entretanto, autoridades locais informaram que as operações de pouso e decolagem foram parcialmente retomadas ao longo do dia.
A gestora de aeroportos da região informou que tanto as atividades em Dubai quanto em Al Maktoum serão retomadas com limitações em um primeiro momento, dizendo ainda que os passageiros deverão se dirigir aos locais apenas quando forem contatados pela companhia aérea.
Maior empresa do segmento de aviação, a Emirates declarou que todas as atividades para o aeroporto de Dubai até a próxima terça-feira (3). Outras companhias, como Air France, KLM, British Airways, Air India, Etihad, Finnair, IndiGo, ITA Airways, Lufthansa e Japan Airlines também optaram por suspender seus voos.
Além de Dubai, Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, e Doha, capital do Catar, tiveram seus aeroportos com atividades restringidas por conta dos ataques ao Irã, que culminou na morte de representantes da alta cúpula do governo, como Ali Khamenei, líder político e religioso do país.
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O aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas do ataque dos EUA e Israel ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@khamenei.english_)
Bombardeio
Na manhã do último sábado, EUA e Israel lançaram uma grande ofensiva contra o Irã, iniciando assim um conflito entre as nações. A capital Teerã e outras cidades iranianas tiveram registros de explosões. Ao todo, 555 pessoas morreram desde o início do conflito, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã. Dentre as vítimas, além de membros do governo e da cúpula militar, está o aiatolá do país, Ali Khamenei, líder supremo desde 1989.
Em resposta, o Irã disparou mísseis em território israelense e em bases militares dos EUA presentes no Oriente Médio. Desde então, os ataques ainda não cessaram.
