Max Amaral: “O medo vai te encher de regras. Desobedeça”
Empreendedor, mentor e fundador da Wise Viagens, Max Amaral compartilha a estratégia que transformou o atendimento em vantagem competitiva e impulsionou o crescimento da empresa
Em um cenário empresarial marcado pela alta competitividade e pela constante transformação do comportamento do consumidor, conquistar clientes deixou de ser o maior desafio das empresas. O verdadeiro diferencial está em mantê-los próximos, construir relações de confiança e transformar cada experiência em um vínculo duradouro. Foi justamente essa visão que guiou a trajetória de Max Amaral, fundador da Wise Viagens, empresa que se consolidou como referência nacional ao unir excelência em atendimento, processos comerciais bem estruturados e uma cultura voltada à fidelização.
O que começou em Londres, a partir do propósito de orientar brasileiros que buscavam novas oportunidades no exterior, evoluiu para um negócio reconhecido pela capacidade de oferecer muito mais do que serviços de turismo. Sob a liderança de Max, a Wise transformou o relacionamento com o cliente em seu principal ativo estratégico, apostando em atendimento consultivo, desenvolvimento de pessoas e processos capazes de sustentar um crescimento consistente e escalável.
A Wise Viagens representa muito mais do que uma empresa de sucesso: tornou-se o laboratório onde Max Amaral desenvolveu uma metodologia baseada em relacionamento, estratégia e experiência do cliente, que fez com que seu faturamento chegasse a R$ 10 milhões por ano em vendas somente pelo WhastApp.
Hoje, seu propósito vai além do setor de turismo. Toda a experiência adquirida na construção de uma marca reconhecida pela excelência é compartilhada por meio de mentorias, nas quais auxilia empresários a estruturar processos comerciais, fortalecer o relacionamento com seus clientes, impulsionar resultados e construir negócios mais lucrativos, sustentáveis e preparados para crescer de forma consistente.
E é nesta entrevista exclusiva ao Lorena Magazine, que o empresário abre as portas de sua trajetória e compartilha as decisões que moldaram a identidade da empresa, os aprendizados adquiridos ao longo da carreira, a importância da liderança na construção de equipes de alta performance e sua visão sobre o futuro dos negócios.
A empresa Wise Viagens se consolidou como referência em vendas e fidelização de clientes. Qual foi a estratégia mais importante para alcançar esse posicionamento no mercado?
“Acredito que o maior acerto da Wise foi entender, desde o início, que pessoas não compram passagens, elas compram segurança, tranquilidade e confiança. Enquanto grande parte do mercado focava em preço, nós escolhemos investir em relacionamento. Criamos processos, treinamos pessoas e desenvolvemos uma cultura onde o cliente continua sendo prioridade mesmo depois da venda. A fidelização sempre foi consequência dessa visão”.
Ao olhar para a trajetória da Wise, qual foi o momento que você considera um divisor de águas para o negócio?
“O grande divisor de águas aconteceu quando percebi que uma empresa não cresce porque o dono trabalha mais, ela cresce quando consegue entregar o mesmo padrão de excelência através de pessoas e processos. A partir desse momento estruturamos a operação, fortalecemos nossa cultura e deixamos de depender apenas do esforço individual. Foi isso que permitiu a escalabilidade da Wise”.
Antes de pensar em todo o posicionamento da marca e demandas do mercado, como surgiu a ideia de montar a Wise? O que você destacaria como mais importante nesse momento?
“A Wise nasceu em Londres, quando eu morava lá. Eu ajudava brasileiros que sonhavam em morar no exterior e percebia a dificuldade que muitos tinham para encontrar orientação confiável. Antes de existir uma empresa, existia um propósito muito claro: facilitar a vida das pessoas. O que começou como ajuda acabou se transformando em um negócio, porque resolver problemas reais sempre gera oportunidades”.
Em um segmento tão competitivo, quais são os principais diferenciais que fazem os clientes escolherem a sua empresa?
“Hoje qualquer pessoa consegue comprar uma passagem pela internet. O que faz alguém escolher a Wise é saber que existe uma equipe preparada para cuidar de toda a experiência. Nosso atendimento é consultivo, acompanhamos o cliente antes, durante e depois da viagem e temos uma cultura voltada para solucionar problemas com rapidez. Não vendemos apenas viagens. Vendemos tranquilidade”.
Quais resultados alcançados pela sua empresa você destacaria como cases de sucesso?
“Mais do que números, tenho orgulho da reputação que construímos. Já assessoramos milhares de viagens, atendemos clientes em praticamente todo o Brasil e também brasileiros que vivem no exterior. Crescemos de forma consistente e boa parte desse crescimento vem por indicação. Para mim, esse é o maior reconhecimento que uma empresa pode conquistar”.
Muitas empresas conseguem vender, mas poucas conseguem fidelizar e entre as suas especialidade está justamente as mentorias. Como a sua metodologia contribui para transformar clientes em parceiros de longo prazo?
“Quando o cliente percebe que seu interesse está acima da comissão, ele compra mais, volta a comprar e indica outras pessoas. A fidelização não acontece no pós venda, ela começa na primeira conversa”.

Anderson Cardoso/@andersonretratista
Ao longo da sua carreira, quais aprendizados foram fundamentais para construir uma empresa sólida e reconhecida no mercado?
“Aprendi que cultura sempre vence estratégia. Também entendi que liderança não é controlar pessoas, mas desenvolver pessoas. Outro aprendizado importante foi perceber que processos não limitam empresas, eles libertam. Quanto mais organizada a operação, maior a capacidade de crescer com qualidade.”.
Além da formação tradicional, quais cursos, especializações e capacitações contribuíram para o seu desenvolvimento como empresário?
“Sempre investi muito em desenvolvimento pessoal e profissional. Busquei formações em vendas, liderança, negociação e experiência do cliente, tanto no Brasil quanto na Europa. Mas acredito que minha maior escola foi empreender. Os desafios diários, os erros e a convivência com milhares de clientes ensinaram muito mais do que qualquer sala de aula”.
Em sua trajetória, houve algum mentor, professor ou experiência educacional que tenha influenciado diretamente sua visão de negócios
“Sem dúvida. Aprendi muito com grandes nomes do empreendedorismo e das vendas, mas a experiência que mais moldou minha visão foi morar em Londres. Trabalhar em diferentes funções, conhecer outra cultura e entender um padrão de atendimento muito elevado transformou completamente minha forma de enxergar empresas e relacionamento com clientes”.
É possível afirmar que a fidelização de clientes representa hoje uma das principais fontes de faturamento recorrente da empresa? E você já superou as metas projetadas para os últimos ciclos de crescimento?
“Sem dúvida. Hoje uma parcela muito significativa do nosso faturamento vem de clientes que retornam ou chegam através de indicações. Sempre digo que uma empresa realmente saudável é aquela que cresce porque os próprios clientes fazem questão de recomendá-la. Felizmente esse tem sido um dos principais motores do crescimento da Wise”.
Ao longo da sua trajetória, qual foi o caso ou transformação empresarial que mais demonstrou o poder de processos comerciais bem estruturados?
“O maior exemplo foi a própria Wise. Quando estruturamos nosso processo comercial, treinamento da equipe e acompanhamento de indicadores, deixamos de depender apenas do talento individual. Isso trouxe previsibilidade, aumentou nossa conversão e tornou o crescimento muito mais consistente”.
Quais são os próximos objetivos da Wise e como você enxerga o futuro do mercado de vendas, pós-vendas e fidelização de clientes?
“Nosso objetivo é fortalecer ainda mais a atuação no mercado corporativo e continuar investindo em tecnologia sem perder aquilo que sempre foi nosso maior diferencial: o atendimento humano. Acredito que o futuro pertence às empresas que conseguirem unir inteligência artificial com relacionamento verdadeiro. A tecnologia agiliza processos, mas são as pessoas que criam conexões”.
Quais conselhos você deixaria para empresas que ainda não apostam no bom atendimento?
“O mercado mudou. Produto e preço deixaram de ser suficientes. Hoje o cliente lembra muito mais da forma como foi tratado do que do valor que pagou. Empresas que enxergam atendimento apenas como obrigação acabam disputando preço. Empresas que transformam atendimento em cultura constroem marcas fortes, clientes fiéis e crescimento sustentável”.
Se você se definisse em uma frase, qual seria?
“O medo vai te encher de regras. Desobedeça”.
