União Europeia vai classificar como terrorista a Guarda Revolucionária do Irã
Chefe da Diplomacia da União Europeia confirma que o bloco vai aplicar sanções contra grupo militar por praticar violência contra manifestantes
O chefe da diplomacia da União Europeia Kaja Kallas afirmou na manhã desta quinta-feira(29) que o bloco vai incluir a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista.
O bloco se junta a Canadá, Austrália e Estados Unidos, que já consideram o grupo como terrorista. Além disso, outras pessoas que praticaram violência contra manifestantes no Irã também devem ser sancionadas pela UE.
Repressão é causa da sanção da União Europeia
A principal causa para que a União Europeia tenha tomado esta decisão foi a repressão aos manifestantes que há mais de 20 dias protestam contra o atual regime e tem enfrentado uma dura repressão do governo e da Guarda Revolucionária Islâmica.
Segundo informações de ativistas, o número de mortos não para de subir e já passa dos seis mil. Ainda de acordo com os ativistas, policiais e militares tem executado manifestantes nas ruas do país.
Discurso do chefe da diplomacia europeia (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Diante desse cenário, Kallas afirmou que a Guarda Revolucionária está no mesmo patamar que a Al-Qaeda, Hamas e outros grupos terroristas, pois para ele o tratamento como terroristas ao grupo militar é por conta das atitudes consideradas terroristas pelo bloco europeu.
Protestos já duram mais de 20 dias
Iranianos estão nas ruas há mais de 20 dias protestando contra a crise econômica e o alto custo de vida do país além de pedir o fim do regime dos aiatolás e da repressão a população principalmente as mulheres, que tem sido pauta constante no país há anos.
Segundo a agência Reuters, mais de cinco mil pessoas foram mortas, porém o governo nega execuções e afirma que a morte de civis e agentes de segurança são causados pelos manifestantes que incitam a violência.
O governo iraniano ainda acusou os Estados Unidos de infiltrar agentes nos protestos para promover instabilidade no país.
O aiatolá Ali Khamenei discursando para apoiadores, condenou veementemente os protestos e afirmou que as autoridades do Irã tem a obrigação de quebrar as costas dos insurgentes. Além disso, afirmou que não haverá perdão para os criminosos domésticos e internacionais que estão nas ruas protestando contra o regime que já lidera o Irã há mais de 40 anos.
