Trump recua e decide não taxar Europa após acordo sobre Groenlândia 

Após reunião com secretário da Otan, presidente cancelou medida que aplicava tarifa extra para países europeus; negociações para dominar a ilha continuam

22 jan, 2026
Presidente dos Estados Unidos, Donald John Trump | Reprodução/Instagram/@potus
Presidente dos Estados Unidos, Donald John Trump | Reprodução/Instagram/@potus

Nesta quarta-feira (21), Donald Trump recuou na decisão de taxar tarifas extras contra os países da União Europeia. O presidente dos EUA afirmou que essa decisão veio após ter uma reunião “muito produtiva” sobre o futuro da Groenlândia com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Nessa reunião, foi estruturado um possível futuro acordo.

Mensagem de Trump

A notícia foi dada pelo próprio presidente americano em uma publicação na “Truth Social”. Ele deixou claro que se esse acordo envolvendo o território da Groenlândia for concretizado, todos os países envolvidos serão beneficiados e que por isso estava vetando as tarifas que haviam imposto nos países europeus. “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia”, contou Trump.

Trump também contou na sua rede social quem seriam os responsáveis por conduzir essas negociações: “o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, serão responsáveis pelas negociações”, contou Trump, que também deixou claro que seus enviados estarão em contato direto com ele, informando todos os passos dessa negociação.

A Groenlândia é muito importante estrategicamente no quesito segurança do Ártico, afinal está situada entre os EUA e a Rússia, O país americano tem uma base militar na ilha, que atualmente conta com uma presença bem reduzida.


Marco Rubio é um dos representantes de Trump na negociação da Groenlândia (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images Embed)


Discurso no Fórum Econômico

No último sábado (17), Trump anunciou que os EUA aplicariam tarifas extras de até 10% a países europeus que fossem contrários ao fato de o país americano querer anexar a Groenlândia em seu território. Essas tarifas entrariam em vigor a partir do dia 1º de fevereiro. Essa medida afetaria diretamente países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

Na presença de Trump no Fórum Econômico Mundial, ele afirmou que, mesmo defendendo ativamente uma proposta que vai contra a Europa e a Otan, os Estados Unidos não vão usar a força para tomar a ilha no Ártico. “Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, reafirmou Trump.

Ainda no discurso, o presidente americano chamou a Dinamarca de ingrata. Ele garantiu que a Europa não está caminhando na direção correta e também se referiu à Groenlândia como um “pedaço de gelo” e o controle dela deveria estar nas mãos dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Já que, na época, tropas americanas fizeram base na ilha visando proteger o território das tropas alemãs. Após o discurso, o governo dinamarquês deixou claro que não existe nenhuma negociação que envolva a venda do território da Groenlândia.

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