PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro
Polícia Civil indiciou apenas o militar responsável pelo transporte da pistola; investigação não apontou crime atribuído ao ex-presidente
A Procuradoria-Geral da República defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro fique em prisão domiciliar após a investigação sobre a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz no Distrito Federal. O parecer acredita que não há motivos para qualificar falta disciplinar suficiente para mudar o regime de cumprimento da pena e também pede que a pistola apreendida permaneça retida. A decisão final será tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
PGR mantém entendimento
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, assinou o parecer com base nas conclusões da Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação não detectou indícios suficientes que pudessem responsabilizar Bolsonaro por qualquer irregularidade que tenha relação com a arma apreendida, entendendo que o ex-presidente possuía registro válido do armamento.
A PGR afirma que a apreensão da arma não representa falta grave que justifique a revogação da prisão domiciliar. Com isso, o órgão se manifestou favoravelmente em manter a pena nas mesmas condições estabelecidas. A defesa de Bolsonaro ainda terá prazo para se manifestar antes que o Supremo.
Arma de Bolsonaro: PGR não vê ‘falta grave’ e defende que ex-presidente siga em prisão domiciliar https://t.co/ENxogtT1Zy pic.twitter.com/TozwapHvGm
— g1 (@g1) July 1, 2026
Bolsonaro pode continuar em prisão domiciliar (Foto: reprodução/X/@g1)
O parecer também solicita que a pistola Glock calibre 9 milímetros continue apreendida, mesmo sem o ex-presidente se responsabilizar criminalmente no caso.
Investigação aponta militar
A Polícia Civil concluiu o inquérito indiciando somente o militar Estácio Leite da Silva Filho, que cuida da segurança de Bolsonaro. De acordo com a investigação, ele transportava a arma sem a autorização do proprietário e descumpindo as exigências pedidas na legislação, sendo indiciado por porte ilegal de arma de fogo.
Ao prestar depoimento para a Polícia, Bolsonaro confirmou que a pistola era dele e afirmou que mantinha a arma em casa por motivos de segurança. Mesmo assim, a investigação concluiu que o ex-presidente não cometeu crime, pois o armamento estava regularmente registrado e não havia restrições legais ao seu porte na propriedade.
Com essas etapas feitas, o ministro Alexandre de Moraes deve agora analisar o parecer da Procuradoria-Geral da República, a manifestação da defesa e as conclusões do inquérito para decidir se Bolsonaro vai continuar em prisão domiciliar e o que vai acontecer com a arma apreendida.
