STF encerra semestre hoje com pauta sobre Lei de Improbidade

STF julga regras de prescrição antes de paralisar os trabalhos, enquanto temas como aplicativos e recursos de presos ficam para o próximo mês

01 jul, 2026
STF | Reprodução/X/@STF_oficial
STF | Reprodução/X/@STF_oficial

Acontece nesta quarta-feira, 1º de julho, a última sessão colegiada do STF do semestre. As atividades entram em recesso e retornam em agosto. Na pauta de hoje, está a conclusão do julgamento sobre a Lei de Improbidade Administrativa. Já em agosto, podem entrar na pauta das sessões:

  • O processo que discute o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativo;
  • A constitucionalidade da Lei da Dosimetria, que abriria margem para a redução das penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado, processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado e preso;
  • A sucessão do Governo do Rio de Janeiro e como esta se dará;

Impasse na uberização e a suspensão da Lei da Dosimetria

O processo da uberização chegou a entrar em discussão no STF em junho, mas foi retirado pelo presidente Edson Fachin. A decisão aconteceu após a aprovação de uma convenção internacional que aborda os direitos e deveres da categoria.

O presidente da Turma determinou que as partes do processo se manifestem acerca da nova concordância internacional antes que o caso volte a debate.


Alexandre de Moraes e Mendonça (Foto: reprodução/X/@blogdonoblat)


Por parte da Lei da Dosimetria, que viabiliza penas mais brandas aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro de 2023, o andamento foi barrado pelo ministro Alexandre de Moraes até que se tenha uma definição do tribunal para avaliar a constitucionalidade.

Pauta do dia e o funcionamento do STF durante o recesso

Nesta última sessão de hoje, deve acontecer a conclusão da avaliação da validade de pontos da Lei de Improbidade Administrativa, como a definição das regras de prescrição para casos de improbidade.

A prescrição ocorre quando a justiça não pune os condenados pela prática dentro de um prazo estipulado. As mudanças preveem que este prazo seja reduzido.


Sessão do STF (Foto: reprodução/X/@STF_oficial)


No recesso, o STF fica responsável apenas pela análise de casos urgentes que chegam no próximo mês, como pedidos de liberdade e outros pontos que não podem esperar a volta do plenário. Alguns ministros podem também manter um regime de plantão para avaliar questões relativas a processos sob sua relatoria.

Matéria por: Gustavo Lazzarini (IN Magazine)

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