Meta nega interferência política nas eleições do Brasil e atribui os incidentes a falhas técnicas
Ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político de Lula (PT) e nem de Flávio (PL)
A Meta, responsável pelo Facebook, Instagram, e Whatsapp, disse nesta sexta-feira (16), em nota, que a empresa “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”. A empresa afirmou que a conta do presidente e candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a ser suspensa “por engano” e que os incidentes técnicos ocorridos recentemente afetaram as duas campanhas na internet, negando qualquer interferência nas eleições brasileiras ou favorecimento a qualquer candidatura.
As manifestações ocorrem segundo a CNN, após a campanha do presidente Lula (PT), acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) alegando tratamento desigual em relação ao candidato do Flavio Bolsonaro (PL).
Posicionamento da Meta
De acordo com o posicionamento, uma “lacuna” nas “proteções” da empresa fez com que a ferramenta de inteligência artificial da Meta, favorecesse na elaboração de materiais de campanha do senador e também candidato Flávio Bolsonaro. Segundo e empresa, os sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia politica, e as suas regras e aplicações valem igualmente para todos, afirmando em nota.
Nesta quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a empresa Meta garanta tratamento igualitário às duas candidaturas até o fim do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A decisão prevê multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. Pela determinação, a empresa não poderá reduzir a distribuição de publicações, limitar recomendações ou restringir resultados de buscas de maneira desigual entre os candidatos.
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Presidente Lula no Congresso, promulgado a escala 6 x 1, em baixo foto do livro da constituição (Foto:Reprodução/Instagram/@ricardostuckert/@lulaoficial)
Meta restringe anúncios de Lula
Segundo informações apuradas pelo g1, a empresa afirmou que a conta de anúncios da campanha do presidente Lula (PT) foi desativada em 23 de setembro, “por engano” e “não por razões politicas”.
Segundo a empresa, a suspensão durou pouco mais de 1 hora e a sua página oficial da campanha de Lula no Facebook e a conta no Instagram não foram bloqueadas em nenhuma ocasião. A Meta chegou a afirmar que a suspensão ocorreu também devido “as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital”.
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Nova pesquisa Datafolha mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (Foto:reeprodução/Instagram/@institutodatafolha)
Na ocasião a conta de anúncios da campanha de Lula ficou suspensa pouco mais de uma hora, após um anúncio ser classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo. A análise antifraude incorreta feita sobre este anúncio foi adotada no âmbito de um acordo firmado em 13 de abril de 2026 com a Advocacia-Geral da União (AGU) para combater golpes envolvendo programas federais. Segundo informações, desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdos gerados por terceiros.
Problemas técnicos
Os questionamentos sobre as ferramentas de inteligência artificial, ocorrem em meio as falhas técnicas identificadas por usuários que relataram dificuldades de criação de imagens favoráveis a Lula, porém a criação de conteúdos semelhantes era permitido em apoio ao candidato Flavio Bolsonaro.
Em 7 de outubro a empresa disse que um incidente técnico afetou os sistemas que contabilizam reproduções e reprises de Reels. Ainda segundo informações a Meta reiterou que o problema não ficou restrito ao Brasil e a conta da campanha de Lula. Ssgundo a empresa, a campanha do senador e candidato Flavio, também entrou em contato com a Meta no dia 7 de outubro relatando o mesmo problema.
Segundo informações, em 9 de outubro, a empresa reportou a identificação de uma falha global no Gerenciador de Anúncios. Uma atualização de código que impossibilitou temporariamente a criação de de anúncios a partir de publicações já feitas no Instagram pelos anunciantes.
Informações apuradas pelo g1, revelam que em diálogos, funcionários da Meta admitem que as restrições prejudicaram as contas de Lula, e em uma das mensagens o funcionário afirma que a conta do candidato a reeleição estava limitada e comparação ao de seu adversário, Flavio Bolsonaro.
