Flávio Bolsonaro critica decisão de Zanin, mas PL também pediu mais prazo
Senador diz ser impossível reconhecer o resultado das eleições; sua própria campanha havia solicitado extensão do horário em cinco estados
O senador Flávio Bolsonaro (PL) atacou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno até as 19h (horário de Brasília). Na noite de domingo (25), Flávio anunciou que recorrerá à Justiça pedindo a anulação do pleito, que resultou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O dilema para o senador está em sua própria campanha ter feito o mesmo tipo de pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sua defesa solicitou prorrogação em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, alegando que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram o acesso de eleitores às urnas.
O resultado das urnas
Lula conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%, segundo apuração da Metrópoles. O resultado marca o quarto mandato presidencial de Lula, que governará até início de 2031. A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) havia solicitado a extensão do horário em todo o país, citando relatos de eleitores com dificuldade em exercer o direito de voto em aproximadamente dez estados. O caso foi encaminhado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.
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Flávio Bolsonaro (Vídeo: reprodução/Instagram/@22flaviobolsonaro)
Impossibilidade de reconhecer o resultado
Flávio declarou que não consegue avaliar seu desempenho onde as urnas não foram reabertas. Segundo o senador:
“Eu nunca vou saber se um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cobriu, as eleições deveriam ter sido anuladas”.
Em sequência, o senador enfatizou a incompatibilidade entre o contexto da votação e o reconhecimento de seu resultado:
“E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”.
