TSE rebate Flávio Bolsonaro e afirma que fiscais do PL não foram retirados de sala-cofre

Tribunal esclarece que sala-cofre não é espaço de visitação e que representantes do PL acompanharam totalização em áreas abertas, com comprovação em vídeo

26 out, 2026
Flávio Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@poder360
Flávio Bolsonaro | Reprodução/Instagram/@poder360

O Tribunal Superior Eleitoral contra-argumentou neste domingo (25) a declaração de Flávio Bolsonaro sobre a retirada de fiscais do PL da sala-cofre durante a apuração. O TSE afirmou que a sala-cofre não recebe visitação e que os representantes do partido acompanharam a totalização dos votos em áreas destinadas à fiscalização, com registros em vídeo.

Flávio Bolsonaro, após o resultado ser proclamado, criticou o processo eleitoral e disse que tentará anular o pleito. Ele foi derrotado por 51,79% a 48,21% dos votos.

O que é a sala-cofre

Segundo o TSE:

“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”.

A sala-cofre funciona como espaço restrito onde dados são guardados. O acompanhamento da apuração ocorre em outras dependências do TSE, onde representantes de partidos, observadores e membros do Ministério Público têm permissão de acesso.

Dois fiscais do PL estiveram na sede do tribunal no domingo (25) e presenciaram o Teste de Integridade das Urnas, a totalização e a divulgação dos resultados. Eles também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar. O TSE dispõe de registros de presença nos locais e de filmagem na Sala de Totalização que comprovam o acesso livre dos fiscais às instalações.


Flávio Bolsonaro (Vídeo: reprodução/Instagram/@22flaviobolsonaro)


As críticas de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro afirmou que os representantes do PL foram removidos da sala-cofre após uma decisão judicial:

“Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a decisão foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições”.

O candidato também questionou a decisão de um ministro da Suprema Corte que prorrogou o horário de votação em duas horas:

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”.

Flávio complementou afirmando que não reconhece o resultado:

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”.

Autoridades reconhecem a integridade do processo

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet Branco, reconheceu o processo eleitoral e afirmou que o respeito à manifestação das urnas consolida as instituições democráticas:

“A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que “não há o que se contestar” quanto ao resultado e afirmou que a vitória foi da democracia. Ele pediu que a vontade das urnas seja respeitada e fez apelo pela união do país.

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