PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

Decisão final cabe ao ministro Wellington Lima e Silva; ex-deputado recebeu green card dos EUA nesta semana

21 jul, 2026
O deputado federal Eduardo Bolsonaro | Reprodução/ Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro | Reprodução/ Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e recomendou sua demissão do cargo de escrivão por abandono. A decisão final cabe ao ministro da Justiça Wellington Lima e Silva. Eduardo mudou-se para os Estados Unidos no início de 2025 e não retornou ao trabalho após perder o mandato parlamentar em dezembro.

A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo e recomendou, ao Ministério da Justiça, a demissão dele do cargo de escrivão da corporação.

Trajetória que levou ao processo

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro de 2025, afirmando buscar refúgio contra supostas perseguições políticas no país. A Câmara dos Deputados cassou seu mandato em dezembro de 2025 por excesso de faltas. Após perder a cadeira, ele deveria ter se reapresentado no cargo de escrivão da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Com a ausência, a corporação instaurou o PAD em janeiro de 2026. O processo investigou o abandono de cargo em razão do acúmulo de faltas não justificadas. Desde então, Eduardo permanece afastado do cargo que ocupava desde 2010, quando ingressou por concurso público. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem compete decidir de demitir ou não o servidor da corporação.

Em junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo por unanimidade pelo crime de coação no curso do processo. A corte considerou comprovada sua atuação no exterior para coagir autoridades e tentar interferir nas ações judiciais brasileiras.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por unanimidade pelo crime de coação no curso do processo, considerando comprovada a sua atuação no exterior para coagir autoridades e tentar interferir nas ações judiciais brasileiras.


Depultado Eduardo Bolsonaro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Alexander tamargo)


Desenvolvimento recente

O governo Donald Trump concedeu green card a Eduardo Bolsonaro nesta semana. O documento autoriza sua residência e trabalho permanentes nos Estados Unidos. A assessoria jurídica do Ministério da Justiça avalia aspectos formais do procedimento, conforme informações do G1.

A análise interna da Polícia Federal já foi encerrada e não há mais espaço para alteração na posição da corporação sobre a recomendação. Após o ministro da Justiça assinar a demissão, o ato será publicado formalizando o desligamento de Eduardo do cargo de escrivão.

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