Lula defende proibição de IA e rejeita tecnologia em sua campanha

Presidente declarou apoio às restrições do TSE contra o uso de inteligência artificial nas eleições para evitar a propagação de mentiras

14 maio, 2026
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Instagram/@lulaoficial
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Instagram/@lulaoficial

Durante a entrega de casas em Camaçari (BA), na última quinta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não aceita o uso de Inteligência Artificial (IA) em sua futura campanha política. Lula tomou essa decisão por acreditar que a tecnologia facilita a criação de mentiras e o distanciamento do eleitor. Ele defende que o caráter, aprendido com sua mãe, exige que o político olhe nos olhos do povo para transmitir confiança, algo que uma versão digital e “artificial” de si mesmo seria incapaz de fazer com a mesma veracidade.

O compromisso com a verdade e o olho no olho

A principal justificativa de Lula para banir a IA de seu material de campanha é a preservação da honestidade no processo eleitoral. O presidente criticou a possibilidade de a tecnologia criar “comícios fantasmas”, nos quais ele poderia aparecer em  27 estados simultaneamente, sem estar fisicamente em nenhum deles. Para o petista, o uso dessas ferramentas pode ser considerado como “uma mentira”, pois retira do cidadão a oportunidade de avaliar o candidato de “carne e osso”.


Presidente Lula diz que nãi usará IA para fazer política  (Vídeo: reprodução / YouTube /@Poder360)


Lula reforçou que a IA, embora útil em áreas como a saúde, torna-se perigosa na política ao servir de instrumento para aqueles que desejam espalhar conteúdos falsos. “Um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha”, afirmou, citando sua trajetória pessoal como referência para essa postura ética frente às inovações digitais.

A crítica aos algoritmos e à manipulação digital

Além de rejeitar a IA em suas peças publicitárias, Lula demonstrou preocupação com o impacto da tecnologia na autonomia humana. Em falas recentes, ele sugeriu que uma campanha baseada inteiramente em inteligência artificial seria composta por “100% de mentiras”, manipulando o eleitorado por meio de algoritmos e desumanizando o debate público.

O presidente acredita que a sociedade está se tornando refém de telas e códigos, o que enfraquece a democracia. Ao dizer “não” ao uso dessas ferramentas em sua própria jornada política, ele busca marcar uma posição de resistência contra a desinformação. O objetivo é garantir que a disputa eleitoral seja decidida pela interação humana real, e não por simulações digitais capazes de enganar a percepção dos eleitores.

Mais notícias