Justiça mantém Deolane Bezerra presa após audiência de custódia

Influenciadora é investigada por supostas movimentações financeiras irregulares e possível ligação com organização criminosa em São Paulo

21 maio, 2026
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane

Na tarde desta quinta-feira (21), a Justiça do Estado de São Paulo manteve a prisão preventiva da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia virtual realizada pela Vara das Garantias de Osasco. A medida foi tomada de forma remota pelo magistrado plantonista com o objetivo de garantir a ordem pública e assegurar a continuidade das investigações. A prisão ocorreu por suspeita de envolvimento em um esquema que movimentou cerca de R$ 320 milhões em transações financeiras incompatíveis e ocultação de bens.

Detalhes da audiência e próximos passos

O procedimento jurídico serviu para avaliar se a prisão seguiu todos os trâmites legais. Deolane foi detida durante a manhã e passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) antes da audiência.


 

Desembargadora explica os fundamentos da prisão preventiva de Deolane Bezerra (Vídeo: reprodução/YouTube /@SBTNews⁩ )


A defesa da advogada tentou reverter a ordem de prisão, mas o juiz decidiu homologar e manter a restrição de liberdade diante da gravidade das denúncias. Inicialmente, ela foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, localizada na Zona Norte de São Paulo. No entanto, relatórios oficiais apontam que, devido ao perfil e à alta complexidade do crime investigado, as autoridades pretendem transferir a ré para um novo destino prisional em breve.

O esquema milionário e a ligação com o PCC

As investigações apontam que Deolane Bezerra ocuparia uma posição de destaque no esquema financeiro investigado. Empresas registradas no nome da influenciadora movimentaram mais de R$ 320 milhões em transações consideradas altamente suspeitas pelas autoridades policiais.


 

 

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Deolane Bezerra diz: “justiça vai ser feita” (Vídeo: reprodução/Instagram /@portalg1)


A suposta conexão com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foi identificada por meio do contador da advogada. Segundo o inquérito, o profissional contábil também poderia ter prestado serviços para as contas de Everton Player, apontado pelas autoridades como suposto operador de esquemas semelhantes ligados à organização criminosa.

O fluxo financeiro foi identificado após a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Ao ser questionada por jornalistas ao chegar à delegacia, Deolane negou as acusações e afirmou que estaria sendo presa apenas por trabalhar e exercer a advocacia.

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