Irã noticia reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos celebrou o anúncio do Irã, mas mantém medidas enquanto não tiver acordo com o país do Oriente Médio
Nesta sexta-feira (17), o Irã anunciou para o mundo que o Estreito de Ormuz está aberto novamente para navegações comerciais enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos. Nesse sentido, o bloqueio do trecho marítimo era um dos principais obstáculos nas negociações entre os dois países.
Os navios podem circular livremente na região até o fim da trégua, que expira na próxima quarta-feira (22), segundo o governo iraniano. Assim que teve o anúncio, o preço do petróleo despencou. Segundo a fala do ministro das Relações Exteriores iraniano, a navegação de todos os navios comerciais deve seguir a rota coordenada previamente divulgada pela Organização de Portos e Marítima do país.
Donald Trump (Foto: Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)
Trump comemora a reabertura, mas o bloqueio naval está mantido
A reabertura do Estreito de Ormuz é a primeira ação vinda do Irã que favorece o fim da guerra do Oriente Médio, visto que uma das principais reivindicações estadunidenses nas negociações era o retorno da circulação de navios na via marítima.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a reabertura em sua rede social, mas afirmou que o bloqueio naval que os Estados Unidos realizaram na saída do estreito permanece enquanto as negociações do Irã não estiverem “100% concluídas”. No último final de semana, as primeiras tratativas terminaram sem acordo no encontro entre os dois países em Islamabad, no Paquistão.
EUA e Irã divergem sobre retirada de minas navais
Por outro lado, Trump disse que os EUA “estão trabalhando com o Irã para retirar as minas”. No entanto, o governo iraniano disse não saber a localização de todas elas e pediu que os navios cruzassem o Estreito de Ormuz apenas nas rotas seguras recomendadas pela Organização dos Portos iraniana
A marinha norte-americana soltou um comunicado aos navegantes da região que diz que a “ameaça representada por minas em partes do Estreito de Ormuz não é totalmente compreendida, e recomenda-se que os navios evitem a área”.
