Frente fria aumenta risco de temporais e inundações no Sul

Previsão indica chuva volumosa, rajadas de vento e granizo no Sul; ventania deve atingir parte do Sudeste entre quinta-feira e sábado

04 ago, 2026
Mulheres se protegem da chuva | reprodução/Pexels/Mateus Rodrigues
Mulheres se protegem da chuva | reprodução/Pexels/Mateus Rodrigues

O Centro-Sul do Brasil, que já enfrenta instabilidades no tempo, deve ser atingido por uma nova frente fria entre a próxima quinta-feira, 6, e o sábado, 8. A chegada do sistema deve provocar temporais, ventos fortes e chuva volumosa.

A situação se intensifica com a formação de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, que reforça a frente fria e aumenta o risco de granizo e de rajadas de vento acima de 80km/h na região.

O sistema também pode evoluir para a formação de uma frente de rajada, intensificando os ventos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, com velocidades superiores a 70km/h.

A partir de quinta-feira, a tendência é de que a região Sul concentre os maiores volumes de chuva e os ventos mais intensos, enquanto o Sudeste seja impactado por chuva irregular, mal distribuída e ventania.

Frente fria provoca temporais e eleva risco de cheias no Sul

O Rio Grande do Sul já registra chuvas nesta terça-feira, 4. Inicialmente concentrada nas áreas sul e oeste do estado, a precipitação pode se espalhar para regiões próximas ao longo do dia, alcançando Santa Catarina e o sudoeste do Paraná.

A previsão indica que, entre quinta e sexta-feira, os volumes acumulados de chuva podem chegar a 100 milímetros nos estados, com possibilidade de granizo, trovoadas e ventos intensos.

Os ventos devem se intensificar antes mesmo da chuva mais forte. Com a aproximação do ciclone, a pressão atmosférica tende a diminuir e a acelerar o deslocamento do ar, favorecendo as rajadas. Por isso, os ventos podem atingir locais onde não haverá temporais.


 Chuvas e inundações em Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Getty Images Embed/AFP/Anselmo Cunha)


O principal ponto de atenção é o oeste gaúcho, onde os níveis dos rios da bacia do Uruguai seguem elevados. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), existe alta possibilidade de inundações na região, especialmente nos municípios de Itaqui e Uruguaiana.

Sudeste deve enfrentar ventos fortes, mas pouca chuva

Depois de cruzar a região Sul, a frente fria deve avançar em direção ao Sudeste. No entanto, segundo a Climatempo, a área deve registrar mais vento do que chuva, com pancadas isoladas previstas para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Na última semana, ambos os estados enfrentaram ventos acima de 120km/h, que provocaram mortes, derrubaram árvores e afetaram o funcionamento dos serviços de transporte.

Até o momento, a previsão da Climatempo, não indica rajadas tão intensas quanto as registradas na semana anterior. Ainda assim, o meteorologista César Soares informou ao g1 que “são esperados ventos com potencial para causar transtornos”, entre quinta-feira e sábado.


Árvores derrubadas após chuva no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/AFP/Pablo Porciuncula)


Norte e Nordeste têm chuva e Centro-Oeste segue sob ar seco

Nas demais regiões do país, a previsão varia entre tempo quente e seco, temperaturas elevadas e baixa umidade, além de episódios de chuva, que podem ocorrer de forma fraca, forte ou isolada. Em alguns estados, também há possibilidade de alagamentos.

No Norte, Amazonas, Rondônia, Amapá e parte do Pará devem registrar pancadas isoladas, especialmente nas porções oeste e norte desses estados. Os acumulados da semana podem ultrapassar 80 milímetros em alguns pontos.

Já no Nordeste, as chuvas devem se concentrar no litoral, com maior intensidade em cidades de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Há possibilidade de alagamentos nas capitais João Pessoa (PB) e Recife (PE), além de risco moderado de deslizamentos de terra nas áreas de encosta da capital pernambucana.

No Centro-Oeste, a previsão é de predomínio de ar seco, sol forte e temperaturas elevadas em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% nessas regiões.

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