Desemprego sofre aumento no primeiro trimestre de 2026
Desemprego no Brasil sobe 6,1% comparado aos trimestres anteriores; mas quando comparado com os anos anteriores, o valor é o mais baixo
Após um levantamento de dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgado nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o índice de desemprego apresentou um leve aumento de 6,1% comparado com os trimestres anteriores. Os resultados, porém, comparado com o mesmo período desde 2012, foi a menor porcentagem de desempregados.
Comparação com anos anteriores
Comparado com o último trimestre do ano passado, que no período teve por volta de 6,6 milhões de pessoas desocupadas, este ano teve um aumento de 19,6%, pouco mais de 1,1 milhão de pessoas a mais que o trimestre anterior. Comparando este início de ano com o do ano passado, 2026 registrou uma queda de 13%, ou seja, 987 mil pessoas a menos.
Desemprego aumenta no primeiro trimestre de 2026 (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)
Já o número de pessoas que estão trabalhando registrou o total de 102 milhões de trabalhadores neste ano até março. Para a coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, a redução de pessoas trabalhando se deve ao fato dos contratos temporários em algumas áreas da saúde: “A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento — seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”.
Números de quem trabalha de carteira assinada
O número de pessoas trabalhando no setor privado teve uma queda de 1% em relação ao período anterior, mas, na comparação anual, obteve um pequeno aumento de 1,1%. O número de pessoas com carteira assinada teve um aumento de 1,3% em um ano, e pessoas sem carteira assinada tiveram uma queda de 2,1% no trimestre. Pessoas que trabalham informalmente ficaram em 37,3% da população ocupada.
Carteira de trabalho e previdência social brasileira (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Erlon Silva)
Áreas como comércio e o setor público obtiveram um certo aumento nos seus lucros mensais comparados ao semestre anterior. O comércio e reparação de veículos teve alta de 3,0%. O setor de administração pública, educação e saúde teve alta de 2,5%.
