Caso Master amplia desgaste de Toffoli e acende alerta interno no STF
Desde dezembro o ministro concentra no STF fases sensíveis do caso; o que pode ampliar o desgaste e expor a Corte a pressões políticas
Situação de Toffoli acendeu alerta interno no STF (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Bruno Escolastico Sousa Silva)
Caso Banco Master
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master devido a irregularidades financeiras. A instituição, que havia registrado forte crescimento impulsionado pela oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF).
Em janeiro desse ano, as investigações deixaram de pertencer apenas ao campo policial, e autoridades passaram a considerar a possibilidade de o caso impactar o sistema financeiro do país. Assim, as ações das autoridades avançaram para apurar possíveis fraudes e desvios de recursos, e parte dos desdobramentos chegou a ficar sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fachada da sede do Banco Master (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Victor Moriyama)
A PGR afirmou ao STF que há indícios consistentes de que o Banco Master teria utilizado “vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização” para desviar bilhões de reais em benefício de seus controladores, especialmente o empresário Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele.
Segundo a investigação da Polícia Federal, acolhida pela PGR, o Banco Master captava recursos no mercado por meio da emissão de CDBs e os direcionava a fundos dos quais ele próprio era cotista único. Esses fundos, por sua vez, adquiriam notas comerciais e direitos creditórios de empresas vinculadas a sócios do banco ou a pessoas próximas, sem lastro econômico real. A operação está na segunda fase e já contou com 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
