Anvisa adverte Mercado Livre após criação de drogaria para medicamentos
Com a criação de uma drogaria para a venda de medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária pede esclarecimentos à plataforma
Após a empresa Mercado Livre comunicar publicamente a criação de uma drogaria interna no marketplace para comercializar medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante a segunda-feira (28), advertiu a plataforma de comércio. A notificação se trata da regularização da instituição para que exerça as atividades, atendendo às exigências sanitárias aplicadas.
Requisitos e documentações necessárias
A Anvisa afirmou que não há previsão para que a marketplace comece o comércio dos medicamentos, pois não há uma normativa que autorize a venda. Além disso, os principais requisitos que o Mercado Livre deve atender são: o alvará sanitário, a identificação do farmacêutico responsável técnico e também a autorização de funcionamento emitida pela Anvisa.
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Anvisa notifica Mercado Livre (Foto: reprodução/Instagram/@itatiaiaoficial)
Ainda, a Agência Sanitária pede que sejam apresentados documentos que garantam a conferência de receitas médicas e como ocorrerá o armazenamento e transporte dos produtos. A partir da data de notificação, a plataforma e-commerce, terá três dias uteis (sendo o prazo terminado em primeiro de outubro), para esclarecer os fatos e encaminhar os devidos documentos.
Ofício e nota de esclarecimento das instituições
Sendo assim, a Associação Brasileira de Redes de Fármacias e Drogarias (Abrafarma), procurou a Anvisa após o manifesto do Mercado Livre. Em um ofício, a Abrafarma pede explicações à Anvisa sobre as condições e modelo de atuação da plataforma comercial. Além disso, em entrevista ao G1, a Anvisa foi questionada se a Associação faz parte da fiscalização, sendo esclarecido que não há atribuições em conjunto.
Por sua vez, o Mercado Livre, esclareceu que cumpre com todas as medidas necessárias, colocando em primeiro lugar a segurança de seus usuários. Pois a confiança do consumidor é a base do empreendimento, além de todos os produtos possuírem controle de origem, validade e rastreabilidade. Com isso, a Abrafarma questiona quais as providências corretas devem ser tomadas caso o modelo não seja o adequado. Além disso, enfatiza que não se opõe às novas maneiras na área farmacêutica, desde que sejam dentro das normas sanitárias adequadas.
