Primeiro-ministro britânico afirma possibilidade de retorno do Reino Unido à União Europeia
Andy Burnham afirma que retorno do Reino Unido à União Europeia pode ser considerado entre as opções para o futuro da relação com a UE
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou nesta quarta-feira (30) que uma eventual volta do Reino Unido à União Europeia pode ser considerada entre as possibilidades para o futuro da relação entre o país e o bloco. A declaração ocorreu após o chefe de governo defender a apresentação de diferentes alternativas durante uma cúpula entre as partes, prevista para acontecer até o fim do ano.
Burnham defende análise de diferentes possibilidades
Durante o congresso do Partido Trabalhista, realizado em Liverpool, Burnham afirmou que pretende apresentar diferentes caminhos para definir a relação de longo prazo com a União Europeia. Em entrevista à BBC Radio 4 nesta quarta-feira, ele citou a possibilidade de manter o atual modelo de relacionamento, caso essa seja a escolha da população, além de alternativas como o retorno à união aduaneira e ao mercado único.
O primeiro-ministro também mencionou uma possibilidade mais ampla: a reincorporação do Reino Unido à União Europeia. Segundo ele, todas as opções devem ser avaliadas a partir do que é viável e dos possíveis benefícios e desvantagens de cada uma. Burnham, porém, não indicou qual das alternativas defende.
Primeiro-ministro já criticou efeitos do Brexit
A posição de Burnham ocorre após uma trajetória de oposição à saída do Reino Unido da União Europeia. Em 2016, ele fez campanha contra o Brexit e, durante o congresso do Partido Trabalhista, afirmou que a saída provocou mais prejuízos do que benefícios ao país, principalmente na economia. Antes de assumir o governo, em junho, Burnham também havia declarado que esperava que o Reino Unido voltasse a integrar a UE.
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Declaração do primeiro-ministro britânico (Foto: reprodução/Instagram/@observador)
O Partido Trabalhista chegou ao poder em 2024 com uma proposta de aproximação com o bloco, mas estabeleceu como limites não retornar à união aduaneira, ao mercado único e à livre circulação de pessoas. A reunião entre Reino Unido e UE, inicialmente prevista para julho, foi adiada após a renúncia de Keir Starmer naquele mês, quando Burnham assumiu a liderança do partido e o cargo de primeiro-ministro. Entre os assuntos que devem ser discutidos na próxima cúpula está a política “Made in Europe”, que pretende priorizar empresas e produtos da União Europeia em determinados setores. O Reino Unido busca receber tratamento semelhante para suas empresas.
