São Paulo confirma primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental em humanos no estado

Paciente de 34 anos está curada; jovem de 18 segue internada. Doença é transmitida pelo mosquito Culex e não tem vacina

24 ago, 2026
Mosquito transmite Febre do Nilo Ocicental I Reprodução/Instagram/@hc_noticias
Mosquito transmite Febre do Nilo Ocicental I Reprodução/Instagram/@hc_noticias

São Paulo confirmou nesta segunda-feira (24) seus dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental. Uma paciente de 34 anos de Ribeirão Preto já está curada. Uma jovem de 18 anos de São José do Rio Preto permanece internada sob cuidados médicos. É a primeira vez que o estado registra a doença em humanos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

O que é Febre do Nilo Ocidental

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um vírus. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos também como pernilongo ou muriçoca. O mosquito adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas e pode transmiti-lo para humanos em novos alimentares.

A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que na maioria das vezes são leves, de acordo com a SES-SP.


 

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Explicação sobre a Febre do Nilo Ocidental (Vídeo: reprodução/Instagram/@dri.medway)


Os casos confirmados em São Paulo

Paciente de Ribeirão Preto

A primeira paciente é uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto. Tinha histórico recente de viagem à região amazônica. Evoluiu para cura, e atualmente não apresenta sintomas. Os diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz.

Paciente de São José do Rio Preto

A segunda (24) paciente é uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto. Permanece internada sob cuidados médicos. O local de infecção dos dois casos segue sob investigação epidemiológica pelas equipes da SES-SP e do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP). Ambos os casos foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Tatiana Lang D’Agostini, diretora do CVE-SP, destacou a importância do acompanhamento: “A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”.

Sintomas e manifestações

Os principais sintomas da doença incluem febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de cabeça, dor muscular e nos olhos, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos e sintomas neurológicos.

Em casos graves, a infecção pode causar encefalite, meningite e outras alterações neurológicas. Diante dessas complicações, é necessária avaliação médica imediata, podendo haver necessidade de hospitalização ou internação em unidade de terapia intensiva.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais específicos. Pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição devem procurar um serviço de saúde para avaliação.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é de suporte e direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.

Nos casos que evoluem com gravidade e necessitam internação, o atendimento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir complicações neurológicas.

Prevenção

Para prevenir a transmissão pelo mosquito Culex, é recomendado utilizar repelente regularmente, principalmente ao entardecer e amanhecer, além de usar roupas que reduzam a exposição da pele e instalar telas em portas e janelas. Também é importante evitar a exposição nos períodos de maior atividade do mosquito, eliminar recipientes com água parada em residências e arredores, não descartar lixo em valas ou margens de córregos e evitar o contato com animais mortos.

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