Michelle Bolsonaro rebate críticas de bolsonaristas

Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro foi alvo de críticas e ataques online, sendo chamada de “petista”, “feminista” e “traidora” por militantes

07 jul, 2026
Michelle foi alvo de críticas nas redes |  Foto: reprodução/Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Michelle foi alvo de críticas nas redes | Foto: reprodução/Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil, utilizou as redes sociais no dia 4 de julho para dizer que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foi elaborada e apresentada no governo Bolsonaro. A manifestação de Michelle ocorre após ela sofrer ataques de militantes bolsonaristas por elogiar o projeto, que foi sancionado no governo Lula. Após ser acusada de ser uma traidora, a esposa de Bolsonaro utilizou o Instagram para se pronunciar:

“A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos — lançada hoje — foi elaborada e apresentada em nosso governo, fruto do nosso carinho e cuidado para com a Comunidade Surda”. Ela também disse que sempre foi uma defensora das pautas.

Michelle também citou a Lei Amália Barros, criada por um parlamentar do partido de Lula: “Quando foi presidente da República, meu marido, Jair Bolsonaro, deu uma demonstração clara de que o bem das pessoas deve prevalecer sobre diferenças partidárias ao sancionar a Lei Amália Barros”.

Ela frisou que este projeto foi apresentado por um parlamentar do Partido dos Trabalhadores e que Bolsonaro reconheceu a visão monocular como deficiente sensorial, garantindo direitos a milhares de brasileiros: “Jair não se importou com quem apresentou o projeto. Temia o bem que iria fazer às pessoas e sancionou com alegria a Lei.”

Relembre a história

Na última sexta-feira (03), o governo Lula lançou a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos. Em especial, o programa do MEC tem como objetivo garantir o acesso, a permanência e melhorar a aprendizagem de alunos surdos.


Michelle rebate críticas (Foto: reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)


Michelle havia feito uma publicação comemorando a aprovação do projeto, chamando-o de “sonho realizado”. A política do PL passou a receber críticas da base bolsonarista. Segundo a CNN Brasil, políticos e figuras importantes do PL passaram a compartilhar no WhatsApp uma figurinha de Michelle usando uma camisa do PT.

Alguns militantes também compartilharam matérias sobre o ocorrido, seguidas por legendas chamando Michelle de “traidora”, “feminista” e “petista”. Todas essas crises vêm ocorrendo em um momento crucial para a família Bolsonaro.

Crises entre Michelle Bolsonaro e sua família

Com Jair condenado a 27 anos de prisão, Flávio Bolsonaro foi encarregado de substituir seu pai na eleição presidencial de 2026. No final de 2025, o site Veja afirmou que Michelle teria ficado “furiosa” por não ter sido consultada sobre a candidatura de Flávio. Já o candidato à presidência disse que teve a bênção de seu pai.


Michelle fala sobre crises enfrentadas (Vídeo: reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)


Em junho de 2026, Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em que diz ser vítima de uma “punhalada” e expôs uma briga com o enteado Flávio. Segundo a madrasta, ele a hostilizou e tratou seu apoio como algo “insignificante”. O vídeo, dividido em duas partes, causou uma nova crise interna na campanha eleitoral de Flávio e também no partido PL.

O filho do ex-presidente chegou a dizer estar com o “coração aberto” para sua madrasta. Tudo isso ocorre em meio à pré-campanha de Flávio para a presidência do Brasil.

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