Trump eleva tarifa global de importação para 15% após decisão da Suprema Corte
Anúncio do presidente Donald Trump amplia tensão com a Suprema Corte e reacende debate sobre os limites do poder presidencial nos EUA
No último sábado (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a elevação da tarifa global de importação para 15%, um dia após a Suprema Corte impor restrições à política comercial adotada pelo governo no ano passado. A manifestação ocorreu por meio da rede social Truth Social, onde Trump afirmou que o novo percentual está amparado pelos instrumentos legais disponíveis. Segundo ele, a ampliação da taxa substitui o índice de 10% divulgado anteriormente como medida imediata.
Decisão veio após entendimento da Corte
Na publicação, o presidente sustentou que a iniciativa busca enfrentar o que descreve como desequilíbrios históricos nas relações comerciais dos Estados Unidos, argumentando que práticas consideradas injustas teriam prejudicado a economia do país ao longo das últimas décadas. Ele também declarou que a decisão foi tomada após reavaliar o entendimento recente da Suprema Corte sobre os limites da autoridade do Executivo em matéria tarifária.
O julgamento foi conduzido pelo presidente do tribunal, John Roberts, cujo voto prevaleceu ao defender que medidas tarifárias amplas dependem de autorização expressa do Congresso. Divergiram os ministros Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh. A controvérsia judicial teve início em 2025, após empresas impactadas pelas tarifas e 12 estados americanos contestarem o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, para impor taxas sem aval legislativo. Instâncias inferiores já haviam considerado que houve excesso de competência por parte do Executivo, entendimento confirmado pela Suprema Corte.
Suprema Corte dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Healther Diehl/Getty Images Embed)
Próximos desdobramentos
Apesar da decisão, Trump indicou que não pretende recuar da estratégia. Em reunião com governadores, classificou o julgamento como “uma vergonha” e afirmou que sua equipe trabalha em alternativas jurídicas para manter a política tarifária. De acordo com o presidente, novas definições sobre tarifas consideradas “legalmente permissíveis” devem ser anunciadas nas próximas semanas, integrando a agenda econômica defendida por sua gestão, em meio ao impasse com o Judiciário.
