MC Ryan SP e MC Poze são soltos após habeas corpus decisão favorece influenciadores presos na investigação

STJ liberta funkeiros após habeas corpus apontar ilegalidade em prisão temporária de operação sobre lavagem de dinheiro

23 abr, 2026
Os cantores Mc Ryan SP e Mc Poze | Reprodução/Instagram/@imcryansp @pozevidalouca
Os cantores Mc Ryan SP e Mc Poze | Reprodução/Instagram/@imcryansp @pozevidalouca

Durante a manhã desta quinta-feira (23), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) aceitou um pedido de habeas corpus e decidiu soltar da cadeia os funkeiros MC Poze do Rodo, que é natural do Rio de Janeiro, e MC Ryan SP, de São Paulo. A decisão, tomada pelo ministro Messod Azulay Neto, relator da investigação, entendeu que houve “flagrante ilegalidade”. Na operação, foram presos outros dois influenciadores, Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, que também serão beneficiados pelo habeas corpus.

O que motivou a decisão do ministro

Na nota em que saiu a decisão judicial, o ministro explicou que a decisão de prender temporariamente os acusados por trinta dias não era a correta, já que, segundo ele, a medida só valia por cinco dias. Esse tempo, inclusive, já foi ultrapassado, pois a operação aconteceu no dia 15 de abril e já estamos no dia 23.

“Diante dos fatos, evidenciada a flagrante ilegalidade da decisão que decretou a prisão temporária pelo prazo de 30 (trinta) dias, especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de 5 (cinco) dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, 5 (cinco) dias”, disse o ministro.

O que a Polícia Federal está investigando

Presos no dia 15 de abril, os cantores e influenciadores são acusados pela Justiça de integrar um grande esquema de lavagem de dinheiro, no qual, segundo as investigações, o valor movimentado teria chegado a R$ 260 bilhões. Apelidada pela Polícia Federal, a investigação ganhou o nome de “Operação Narco Fluxo” e tem o objetivo de investigar a exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.


Agentes da Polícia Federal (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Sergio Lima)


A operação cumpriu cerca de 45 mandados de busca e apreensão pelo Brasil inteiro e outros 39 pedidos de prisão temporária. Durante as buscas, a PF apreendeu armas, carros e dinheiro em espécie. Além disso, as autoridades recolheram documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.

No centro das investigações estaria Ryan SP, apontado como líder da quadrilha. Segundo as apurações, o funkeiro paulista utilizava empresas voltadas para o ramo artístico e do entretenimento para lavar o dinheiro que recebia do esquema, além de usar terceiros, conhecidos popularmente como “laranjas”, para executar a transferência de bens.

Defesa de Ryan se posiciona

O advogado do MC Ryan SP, Felipe Cassimiro, já se pronunciou sobre o caso e, por meio do seu Instagram, disse: “Vem para a rua, meu amigo! Obrigado por ter acreditado em nosso time”, postou ele, em uma foto com o funkeiro. Em outro post, o advogado publicou o print da decisão judicial e agradeceu: “Fizemos história, obrigado Deus”, agradeceu.


 

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Influenciador comemora liberdade (Foto: reprodução/Instagram/@ochrysidias)


Até o momento da escrita da matéria, a defesa do MC Poze do Rodo não se manifestou, nem a do influenciador Chrys Dias, mas ele publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a soltura.

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