Caso sobre CPI do Banco Master muda de relator após afastamento de Toffoli

Ministro se declara suspeito em investigação de banco acusado de irregularidades financeiras; caso será redistribuído no Supremo Tribunal Federal

11 mar, 2026
Ministro abriu mão da relatoria sobre a CPI do Banco Master | Reprodução/Instagram/@painelpolitico
Ministro abriu mão da relatoria sobre a CPI do Banco Master | Reprodução/Instagram/@painelpolitico

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, declarou-se suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar uma ação que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.

O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que recorreu ao Supremo para cobrar a criação da comissão na Câmara dos Deputados do Brasil. Segundo o parlamentar, o requerimento já reúne o número de assinaturas necessárias, mas a instalação ainda não foi autorizada pela presidência da Casa.

Declaração de suspeição

Toffoli havia sido sorteado para relatar o processo mais cedo nesta quarta-feira, mas decidiu se afastar do caso alegando “motivos de foro íntimo”. Com a decisão, o processo foi redistribuído e passou a ser relatado pelo ministro Cristiano Zanin.

Na decisão, o magistrado também mencionou uma nota divulgada anteriormente pelo STF que afirmava não haver impedimento formal para sua atuação no caso. Apesar disso, ele optou por se declarar suspeito.


Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli (Foto: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


Relação com investigação

O ministro já havia deixado anteriormente a relatoria das investigações relacionadas ao caso Master após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Um relatório da Polícia Federal do Brasil enviado ao presidente do Supremo, Edson Fachin, também citou o nome do magistrado a partir de dados encontrados no celular de Vorcaro.

Atualmente, as investigações relacionadas ao Banco Master estão sob responsabilidade do ministro André Mendonça, que conduz etapas recentes da operação conduzida pela Polícia Federal.


Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Instagram/@law.letter)


Com a decisão do ministro Dias Toffoli de se afastar do caso, a ação que pede a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master seguirá para redistribuição no Supremo Tribunal Federal. Caberá ao novo relator analisar o pedido apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg e decidir os próximos passos do processo no tribunal agora.

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