Alexandre de Moraes pede a Fachin retirada de todos os sigilos relacionado ao banco Master
O ministro Alexandre de Moraes pede julgamento conjunto com André Mendonça após afirmar que o ministro fez ” escolha seletiva”, na quebra de sigilos
Segundo informações apuradas pelo portal “g1”, o ministro Alexandre de Moraes enviou, nesta sexta-feira (11), um ofício pedindo ao presidente da corte Edson Fachin a derrubada de todos os sigilos de documentos envolvendo o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No pedido Moraes cita a “escolha seletiva” do ministro André Mendonça na retirada de sigilos de alguns inquéritos do banco Master.
O ministro também solicitou o julgamento conjunto de duas petições em curso no tribunal sobre o caso, que são trocas de mensagens do próprio Moraes com o Daniel Vorcaro, e o relatório que aponta suposta quebra de imparcialidade e improbabilidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, por parte do ministro André Mendonça.
Alexandre de Moraes foi afastado da relatoria do inquérito das fake news pelo presidente do STF Edson Fachin, em setembro de 2026, pois, segundo informações, aparece em registros de interações e mensagens atribuídas a conversas com o dono do Banco Master, baseado no relatório feito pela Polícia Federal com a apreensão do celular do banqueiro.
Qual a relação da crise do STF com o Banco Master?
A crise do Supremo Tribunal Federal está diretamente ligada ao Banco Master, porque, segundo informações, a investigação da fraude de R$ 12 bilhões em créditos falsos ocorre no STF e não na justiça comum por envolver foros privilegiados. A defesa do banqueiro pediu para que as investigações fossem na corte, o que resultou na prisão preventiva de Vorcaro e de outro investigados.
Após o ministro André Mendonça divulgar o relatório da Polícia Federal que revelou a troca de mensagens e contato do banqueiro com Moraes, gerou forte embate na corte. Em reação, Moraes pediu investigação contra Mendonça por conduta em casos como o Banco Master e do INSS, instaurando um crise no plenário, com troca de acusações e quase agressão física.
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Matéria do Jornal O Globo (Foto: reprodução/Instagram/@jornaloglobo)
André Mendonça e Alexandre de Moraes protagonizaram trocas de acusações que levou a uma crise institucional no STF, envolvendo relatórios de inteligência da Polícia Federal gerando uma série de narrativas divergentes entre os ministros que pode levar uma investigação contra André Mendonça.
A decisão de Fachin sobre os sigilos
No oficio encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro Alexandre de Moraes afirma que o ministro André Mendonça teria selecionado apenas 15 procedimentos de forma parcial, excluindo 180 peças e documentos digitais.
Nesta sexta-feira, 11 de setembro, o presidente do Supremo Tribunal determinou a derrubada total de todos os sigilos das investigações envolvendo o Banco Master. Foi um pedido da Procuradoria- Geral da República, que, segundo informações, ele ressalvou, no entanto, “diligências em andamento” ou a “serem realizadas”. O STF busca preservar apurações em curso pela polícia.
Moraes pede julgamento conjunto com Mendonça
Após o ministro Alexandre de Moraes apresentar tabela comparativa mostrando a diferença entre as peças disponibilizadas e as registradas no sistema eletrônico do tribunal, ele enviou um pedido para que o julgamento de suas mensagens com o Vorcaro seja realizado em conjunto com as investigações que apuram conduta de André Mendonça no caso do Banco Master.
Segundo apurações do “Metrópoles”, no documento, Moraes argumenta que as análises separadas dos processos de duas petições (PET 16.704 e PET 16.662) geram contradição com o próprio posicionamento recente da Presidência do Tribunal.
Em fevereiro de 2026, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do Banco Master após Dias Tofolli deixar o processo. A redistribuição ocorreu por meio de um sorteio eletrônico, conforme o regime interno do STF. Além do caso Master, o ministro André Mendonça também é relator do inquérito do INSS.
André Mendonça que passou a conduzir as próximas investigações de fraudes do banco Master, que envolvem autoridades com foro privilegiado e possíveis conexões politicas, terá que responder sobre possível “escolha seletiva”.
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Presidente do STF Fachin e o Ministro Gilmar Mendes (Foto: reprodução/Instagram/@metropolespolitica)
Na intimação conjunta para os dois ministros, Moraes pede que o presidente Edson Fachin julgue os dois temas para evitar decisões contraditórias e formalizou três pedidos que são: realização de julgamento conjunto, levantamento total e irrestrito do sigilo de todos os procedimentos e intimação de todos os ministros do STF citados nos autos, para que possam prestar esclarecimentos e assegurar a defesa de suas prerrogativas.
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, decidiu levar o caso à corte no dia 15 de setembro e afirmou que o plenário seria o órgão competente para analisar os novos relatórios feitos pela Polícia Federal. A análise e situação do Ministro Alexandre de Moraes está prevista para próxima terça-feira (15). O ministro Edson Fachin está definindo ainda os ritos de julgamento relacionado ao colega segundo informações do portal “g1”.
