Dono do Banco Master é transferido para presídio estadual em São Paulo
Decisão ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e determinou bloqueio de até R$ 22 bilhões
A Justiça Federal manteve nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel. Após audiência de custódia em São Paulo, foi determinada a transferência imediata de ambos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.
As prisões fazem parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos, além de possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Decisão judicial e transporte
A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Com a decisão, Vorcaro e Zettel não retornaram à Superintendência da Polícia Federal após a audiência.
Segundo a PF, o transporte ao CDP ocorreu em viatura oficial adaptada para condução de presos, seguindo protocolo padrão da corporação. Questionamentos sobre eventual pedido para evitar exposição pública foram descartados por agentes, que afirmaram que o procedimento seguiu normas internas.

Banco Master na Faria Lima em São Paulo (Foto reprodução/Instagram/@infomoney)
Defesa e bloqueio bilionário
Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades e negou qualquer tentativa de obstrução ou intimidação. Os advogados reiteraram confiança no devido processo legal e na regular apuração dos fatos.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de preservar valores potencialmente ligados às irregularidades apuradas. O caso segue sob segredo de Justiça, e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.

Logo da Polícia Federal (Foto reprodução/Instagram/@brasiliadefato)
O avanço da Operação Compliance Zero marca uma nova etapa na apuração de um dos maiores esquemas financeiros já investigados no país. Com prisões mantidas, bloqueio bilionário de bens e afastamento de envolvidos, o caso passa agora a depender da análise detalhada das provas reunidas pela Polícia Federal. A expectativa é que os próximos desdobramentos definam o alcance das responsabilidades e os impactos jurídicos para os investigados e para o sistema financeiro.
