Moraes diz que Bolsonaro possui “botão do pânico” na Papudinha para pedir ajuda médica

Ministro afirmou que atendimento médico que Bolsonaro recebeu na Papudinha foi eficiente e decisão do regime domiciliar é para garantir plena recuperação

25 mar, 2026
Alexandre de Moraes relator do caso | Reprodução/X/@STF_oficial
Alexandre de Moraes relator do caso | Reprodução/X/@STF_oficial

Nesta terça-feira (24), o ministro do STF Alexandre de Moraes deixou claro que as condições da prisão de Jair Bolsonaro na Papudinha garantem sua saúde e dignidade e que o local tem total “eficiência e eficácia”. O ministro ainda falou que Bolsonaro poderia ter acelerado seu socorro acionando um “botão do pânico” que ele tinha à sua disposição 24 horas por dia.

Internação de Bolsonaro

Bolsonaro estava preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em Brasília, desde janeiro, cumprindo uma pena de 27 anos e três meses. Apesar de Moraes ter concedido a prisão domiciliar humanitária temporária, ele deixou claro que todos os direitos do ex-presidente foram assegurados com todos os protocolos de monitoramento diário três vezes por dia. Ele ainda deixa claro que Bolsonaro poderia pedir auxílio médico a qualquer momento. “Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 horas por dia”, contou Moraes.

O ministro também conta que, no dia anterior à remoção e internação do ex-presidente, a equipe de saúde que estava à sua disposição atestou sua boa condição mental e física e que, inclusive, Bolsonaro fez uma caminhada de 5 km e, quando solicitou o atendimento, foi logo atendido. “O procedimento estabelecido para garantir a saúde e dignidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro foi extremamente eficiente, com início às 6h45 do dia 13 de março, permitindo sua imediata remoção para hospital particular, sem qualquer necessidade de autorização judicial específica”, deixou claro.


Jair Bolsonaro em foto oficial

O ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro)


Prisão domiciliar

Moraes relembrou uma outra intercorrência médica que Bolsonaro sofreu desde o episódio de broncoaspiração pulmonar até a pneumonia bacteriana secundária, e que esses episódios iriam acontecer com ele estando ou não sob custódia. E que seu atendimento e remoção foram tão eficientes quanto se o ex-presidente estivesse em prisão domiciliar.  “Não há, portanto, qualquer dúvida sobre as completas condições do estabelecimento prisional em garantir o tratamento seguro e adequado ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, com absoluto respeito à sua saúde e dignidade”, deixou claro o ministro.

Alexandre de Moraes deixou claro que a prisão domiciliar humanitária temporária foi a solução mais razoável para garantir a plena recuperação de Bolsonaro e que o prazo de 90 dias pode ser prorrogado após uma nova avaliação médica.

Bolsonaro segue internado em um hospital particular em Brasília e não tem previsão de alta. Quando ele seguir para a prisão domiciliar temporária, será monitorado por tornozeleira eletrônica e ainda seguirá uma série de restrições impostas pela Justiça, incluindo a proibição do uso de celular e redes sociais.

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