Bolsonaro deixa UTI mas não tem previsão de alta hospitalar
PGR se manifestou favorável à prisão domiciliar; defesa alega que o regime domiciliar é mais adequado para recuperação
Segundo informações publicadas no último boletim médico do hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado, ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (23), mas segue sem previsão de alta hospitalar. No dia 13 de março, após passar mal na Papudinha, em Brasília, Bolsonaro foi internado e diagnosticado com uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.
Estado de saúde de Bolsonaro
O ex-presidente foi internado às pressas após sofrer um mal súbito na Papudinha, onde cumpre pena. Ele foi diagnosticado com pneumonia por broncoaspiração, uma condição que ocorre quando alimentos invadem o pulmão, ocasionando uma inflamação. No seu laudo médico, encaminhado para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, apontou que Bolsonaro também apresentou um quadro de insuficiência renal aguda.

Ministro Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Instagram/@geopolitica.mundial_)
Após uma melhora clínica, Bolsonaro foi transferido da UTI, mas continua sob medicação, recebendo antibioticoterapia endovenosa e realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora.
No momento, ele está consciente e respirando sem auxílio de aparelhos. A equipe médica responsável pelo tratamento de Bolsonaro informou que ele segue em ciclo terapêutico que envolve três antibióticos distintos e que o tratamento completo deve durar pelo menos 14 dias. Apesar da sua melhora clínica, ele ainda não possui nenhuma previsão de alta médica.
Prisão domiciliar
Levando em conta o quadro de saúde delicado do ex-presidente, nesta segunda-feira a Procuradoria-Geral da República se mostrou favorável a uma possível transferência de Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar. Em um parecer enviado ao STF, Paulo Gonet, procurador-geral da República, afirmou que, de acordo com o laudo apresentado pela equipe médica, para estado de saúde de Bolsonaro o regime domiciliar apresenta melhores condições de atender às necessidades do ex-presidente.

Procurador-geral da República Paulo Gonet (Foto: reprodução/Instagram/conhecimentoreverso)
Gonet afirma também que, neste caso, a concessão da prisão domiciliar é pautada no dever dos Poderes de garantir a integridade física e moral dos indivíduos que se encontram sob sua custódia. No parecer, o procurador aponta que, segundo a equipe médica de Bolsonaro, suas comorbidades o expõem a riscos constantes de saúde, incluindo a possibilidade de novos episódios de mal-estar.
Após 11 dias de internação, Bolsonaro permanece sob cuidados médicos, passando por tratamento intensivo com antibióticos para revertar o seu quadro de pneumonia broncoaspirativa e ainda não tem previsão de alta. Sua defesa insiste em sua transferência para a prisão domiciliar, considerando suas comorbidades físicas. A PGR já se manifestou a favor da mudança e agora aguarda a aprovação do STF.
