Mendonça assume caso Master e define os próximos passos das investigações
Novo relator no Supremo Tribunal Federal decide sobre sigilo, foro e rumos da investigação que apura suspeitas de fraude financeira no Banco Master
O ministro André Mendonça é o novo relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli, em meio ao envio de relatório da Polícia Federal que menciona o nome do magistrado. A mudança recoloca no centro do processo decisões sobre sigilo, foro e os rumos da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras.
Troca na relatoria
André Mendonça assumiu a relatoria dos procedimentos ligados ao caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffioli. A substituição ocorreu depois que a Polícia Federal enviou à Corte relatório com menções ao nome de Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A escolha de Mendonça foi feita por sorteio eletrônico, conforme as regras internas do STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, não participou da distribuição, assim como o próprio Toffoli. A Suprema Corte informou que a saída do ministro não decorreu de reconhecimento de suspeição. Em nota, os ministros afirmaram que todos os atos praticados até então permanecem válidos.
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Imagem icônica do STF (Foto: reprodução/Instagram/@supremotribunalfederal)
Próximos passos
Com a relatoria, Mendonça passa a decidir sobre pontos centrais da investigação. Entre eles, o nível de sigilo do processo e a definição sobre o foro adequado — se o caso permanece no Supremo ou retorna à primeira instância da Justiça Federal. A análise envolve um relatório da PF que aponta possíveis autoridades com foro privilegiado citadas em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, preso em janeiro. Nos procedimentos penais no STF, o relator autoriza diligências, supervisiona a investigação e pode determinar medidas como buscas, depoimentos e eventual envio do caso a instâncias inferiores. Caso haja denúncia da Procuradoria-Geral da República, o relator tende a permanecer à frente da ação penal.
Resumo do caso até aqui
- Novembro de 2025 – O Banco Master é liquidado pelo Banco Central em meio a suspeitas de irregularidades financeiras.
- Dezembro de 2025 – Parte da investigação sai da primeira instância e chega ao STF após indícios de envolvimento de autoridades com foro.
- Janeiro de 2026 – A PF prende Fabiano Zettel na Operação Compliance Zero.
- 9 de fevereiro de 2026 – A PF envia ao Supremo relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, mencionando o nome de Toffoli.
- 12 de fevereiro de 2026 – Toffoli deixa a relatoria; ministros afirmam que não houve reconhecimento de suspeição.
- 13 de fevereiro de 2026 – Mendonça se reúne com delegados da PF e inicia análise formal do caso.
A partir daqui a definição sobre foro e sigilo vai apontar o rumo institucional da investigação.
