Mendonça assume caso Master e define os próximos passos das investigações

Novo relator no Supremo Tribunal Federal decide sobre sigilo, foro e rumos da investigação que apura suspeitas de fraude financeira no Banco Master

14 fev, 2026
Ministro André Mendonça na Alemanha | Reprodução/Instagram/@oficial.andremendonca
Ministro André Mendonça na Alemanha | Reprodução/Instagram/@oficial.andremendonca

O ministro André Mendonça é o novo relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffoli, em meio ao envio de relatório da Polícia Federal que menciona o nome do magistrado. A mudança recoloca no centro do processo decisões sobre sigilo, foro e os rumos da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras.

Troca na relatoria

André Mendonça assumiu a relatoria dos procedimentos ligados ao caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal após a saída de Dias Toffioli. A substituição ocorreu depois que a Polícia Federal enviou à Corte relatório com menções ao nome de Toffoli extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A escolha de Mendonça foi feita por sorteio eletrônico, conforme as regras internas do STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, não participou da distribuição, assim como o próprio Toffoli. A Suprema Corte informou que a saída do ministro não decorreu de reconhecimento de suspeição. Em nota, os ministros afirmaram que todos os atos praticados até então permanecem válidos.


Imagem icônica do STF  (Foto: reprodução/Instagram/@supremotribunalfederal)


Próximos passos

Com a relatoria, Mendonça passa a decidir sobre pontos centrais da investigação. Entre eles, o nível de sigilo do processo e a definição sobre o foro adequado — se o caso permanece no Supremo ou retorna à primeira instância da Justiça Federal. A análise envolve um relatório da PF que aponta possíveis autoridades com foro privilegiado citadas em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, preso em janeiro. Nos procedimentos penais no STF, o relator autoriza diligências, supervisiona a investigação e pode determinar medidas como buscas, depoimentos e eventual envio do caso a instâncias inferiores. Caso haja denúncia da Procuradoria-Geral da República, o relator tende a permanecer à frente da ação penal.

Resumo do caso até aqui

  • Novembro de 2025 – O Banco Master é liquidado pelo Banco Central em meio a suspeitas de irregularidades financeiras.
  • Dezembro de 2025 – Parte da investigação sai da primeira instância e chega ao STF após indícios de envolvimento de autoridades com foro.
  • Janeiro de 2026 – A PF prende Fabiano Zettel na Operação Compliance Zero.
  • 9 de fevereiro de 2026 – A PF envia ao Supremo relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, mencionando o nome de Toffoli.
  • 12 de fevereiro de 2026 – Toffoli deixa a relatoria; ministros afirmam que não houve reconhecimento de suspeição.
  • 13 de fevereiro de 2026 – Mendonça se reúne com delegados da PF e inicia análise formal do caso.

A partir daqui a definição sobre foro e sigilo vai apontar o rumo institucional da investigação.

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